Uma sondagem nacional inédita da Paraná Pesquisas, encomendada pela Coluna, revela que a maioria da sociedade – com pequena diferença – quer a legalização dos jogos com a volta de bingos e cassinos.

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Apesar do leve viés de aprovação, os números mostram que a sociedade está dividida: 45,6% são a favor e 43,4% são contra sobre a volta dos bingos; e em relação aos cassinos há um empate técnico: 45,7% a favor e 45,5% contra.

As mulheres têm mais resistência. Só 35,2% delas são a favor dos bingos e 34,1% pelos cassinos. Ao contrário dos homens, cuja maioria aprova a volta dos jogos: 57,7% querem a volta dos cassinos e 56,8% são a favor das casas de bingos.

De acordo com Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, há um fator social e religioso contra a legalização dos jogos; e a maioria dos que aprovam são de classe média. Segundo Hidalgo, os de baixa renda acham que os pobres vão perder dinheiro e só ricos vão ganhar. E a ação contrária da Igreja católica e das evangélicas influencia na decisão.

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Sobre a volta ou não dos bingos, 5,3% se mostraram indiferentes e 5,8% não sabem ou não opinaram; em relação aos cassinos, os índices foram 5,1% e 3,7% respectivamente.

A pesquisa foi online com 2.802 pessoas entre os dias 15 e 17 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Foram 1.345 homens (48%) e 1.457 mulheres (52%).

Foram registradas 1.205 entrevistas na região Sudeste, 757 no Nordeste, 422 na macrorregião Norte-Centro Oeste e 418 pessoas que responderam são da região Sul.

Escolaridade influencia

O apoio à legalização dos jogos no Brasil – a volta dos bingos e cassinos – acompanha par e passo o nível econômico e de escolaridade dos brasileiros, revela a sondagem nacional.

A resistência está entre os que estão fora do mercado de trabalho e com escolaridade mais baixa. Sobre a volta dos bingos, a maior taxa de reprovação é dos que têm ensino fundamental (49,5% são contra e 39,7% a favor).

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Os números são de 39,9% e 48,5% (ensino médio) e 40,5% e 49,2% (superior), respectivamente. Aprovam os bingos 47,6% dos que têm ocupação, e 41,5% são contra; Entre os não-ocupados, o cenário se inverte: 48% (contra) e 40,7% (aprovam). 

Os índices são mais discrepantes quando a pergunta é sobre a volta dos cassinos. Entre os que têm ensino fundamental: 39,1% a favor e 53,5% contra. Já entre os mais escolarizados: 47,7% dos que têm ensino médio são a favor e 42,1% contra; números saltam para 51,2% de aprovação no nível superior (40,3% são contra).  

No tema Cassinos, 50,2% dos não-ativos no mercado resistem, e 42,4% são a favor; e entre a população ativa ouvida, 46,7% aprovam os bingos e 43,9% reprovam.

Faixa etária

Grande parte dos entrevistados tem entre 25 e 59 anos, tem ensino médio - 2.214 pessoas (79%) – e com ensino superior foram ouvidos 588 (21%).

Há um dado curioso. Em 4 das 5 categorias de faixa etária– entre 16 e 59 anos – a maioria é a favor dos jogos. Mas os entrevistados acima de 60 anos são contra.

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