Tecnologia da USP monitorou sono de astronautas da missão Artemis II
Nasa
Tecnologia da USP monitorou sono de astronautas da missão Artemis II

Os astronautas da missão Artemis II, conduzida pela NASA  e concluída recentemente com retorno à Terra, contaram com uma inovação criada no Brasil para monitorar o funcionamento do corpo humano no espaço. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).

O dispositivo, conhecido como actígrafo, é utilizado no pulso e tem como principal função registrar dados relacionados ao comportamento fisiológico dos astronautas. Entre as informações coletadas estão os movimentos corporais, os ciclos de sono e a exposição à luz ao longo da missão, fatores fundamentais para entender como o organismo reage fora da Terra.

Tecnologia da USP monitora sono em missão lunar da Nasa
USP
Tecnologia da USP monitora sono em missão lunar da Nasa


Como surgiu a tecnologia brasileira que foi ao espaço?

A tecnologia surgiu a partir de estudos conduzidos na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), unidade da USP localizada na zona leste da capital paulista.

O projeto foi liderado pelo professor Mario Pedrazzoli e recebeu apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Após a fase acadêmica, o equipamento passou por melhorias com a colaboração de uma empresa parceira.

Embora tenha aparência semelhante à de relógios inteligentes disponíveis no mercado, o actígrafo tem uma finalidade diferente. Seu uso é voltado exclusivamente à pesquisa científica, sendo amplamente aplicado em áreas como cronobiologia, neurociência e saúde pública. A ferramenta permite análises detalhadas dos ritmos biológicos, contribuindo para estudos que vão desde o impacto do ambiente espacial até questões relacionadas ao cotidiano na Terra.

A tripulação da missão Artemis II segue em direção ao satélite natural da Terra em um dos momentos mais importantes da exploração espacial nas últimas décadas
Reprodução
A tripulação da missão Artemis II segue em direção ao satélite natural da Terra em um dos momentos mais importantes da exploração espacial nas últimas décadas


A Escola de Artes, Ciências e Humanidades disse em nota em seu portal oficial que a utiliação da tecnologia brasileira é uma grande conquista e que evidenciou em todo o mundo o enorme potencial da universidade.

Para a EACH, a utilização do dispositivo em missões espaciais representa uma conquista de grande relevância, evidenciando o impacto global da pesquisa desenvolvida na unidade e reforçando o papel da universidade pública brasileira na produção de conhecimento científico de excelência Escola de Artes, Ciências e Humanidades



A missão Artemis II

A missão Artemis II marcou um passo decisivo no retorno da NASA à exploração tripulada do espaço profundo. Realizada como o primeiro voo com astronautas do programa Artemis, a operação teve como objetivo principal testar todos os sistemas necessários para levar humanos novamente à órbita da Lua após mais de cinco décadas desde o fim do programa Apollo.

A tripulação realizou uma viagem ao redor da Lua, sem pouso, em um trajeto conhecido como “sobrevoo lunar”, validando tecnologias essenciais para missões futuras.


Durante a jornada, os astronautas viajaram a bordo da cápsula Orion, projetada para suportar condições extremas do espaço, incluindo altas temperaturas na reentrada na atmosfera terrestre.

Ao longo do percurso, foram conduzidos diversos experimentos e avaliações de desempenho humano, fundamentais para garantir a segurança e a viabilidade das próximas etapas do programa, como a futura missão que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar.

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