A Sputnik V
Foto: Divulgação/SputinikV
A Sputnik V é vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia

Apresentada ao mundo como a primeira vacina contra a Covid-19, a Sputink V, produzida pela Rússia, ainda é vista com muita incerteza. Isso porque um grupo de 19 cientistas de diversas universidades do mundo assinou uma carta aberta questionando os resultados de um estudo que comprovou a eficiência desta vacina. 

O estudo em questão foi publicado na revista científica The Lancet, na última semana. Enrico Bucci, professor de biologia da Temple University nos Estados Unidos e um dos autores da carta, explicou ao jornal Moscow Times suas ressalvas em relação ao estudo.

"Existem padrões muito estranhos nos dados. Por padrões estranhos, quero dizer que existem valores duplicados para [grupos de] pacientes diferentes... o que não pode ser", disse ao jornal.

Para Bucci é como se o resultado da pesquisa "jogasse um dado e obtivesse exatamente a mesma sequência de números várias vezes — é altamente improvável".

Denis Logunov, cientista responsável pela vacina russa e um dos autores da pesquisa publicada na The Lancet, se defendeu, em uma entrevista ao jornal russo Meduza, dizendo que não iria responder aos colegas que o questionavam e que não houve erros nas informações do artigo.

A revista The Lancet, por sua vez, divulgou uma nota afirmando que "encoraja o debate científico sobre artigos que publicamos. Compartilhamos a carta diretamente com os autores e os encorajamos a se engajar na discussão científica".

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