Vírus
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Desde início da pandemia, novo coronavírus já sofreu ao menos 30 mutações

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Zhejiang na cidade chinesa de Hangzhou, aponta que já existem ao menos 30 variações genéticas do Covid-19 causadas pelas constantes mutações.

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Segundo informações do New York Post, a descoberta mostra que os cientistas podem ter subestimados a capacidade de mutação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e que diferentes cepas - grupos que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas - podem ter infectado diferentes partes do mundo.

Foram usadas amostras de 11 pacientes escolhidos aleatoriamente na região de Hangzhou. Os pesquisadores testaram a eficiência de infecção e capacidade de matar células de cada um destes vírus, identificando as 30 variações, sendo que 19 delas ainda eram desconhecidas.

“O Sars-CoV-2 adquiriu a capacidade de modificiar substancialmente sua patogenicidade", apontou o professora Li Lanjuan, ressaltando que algumas das mutações mais agressivas foram capazes de criar uma carga viral 270 vezes maior do que a original e matar as células humanas muito mais rápido.

O resultado do estudo mostra que as buscas por respostas sobre a natureza do vírus e até uma possível forma de combatê-lo são complicadas devido ao grande número de variações genéticas. Assim, dificilmente uma vacina única poderá ser a solução para a erradicação da doença.

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"Apesar de urgentes, os esforços em busca de um remédio ou vacina para o Covid-19 precisam levar em conta o impacto que essas mutações podem trazer, principalmente para evitar possíveis retrocessos", finalizou Lanjuan.

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