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Divulgação/Boletim dos Cientistas Atômicos
Brasil foi um dos responsáveis pelo avanço do relógio devido aos incêndios na Amazônia

O "Relógio do Apocalipse" badalou nesta quinta-feira faltando 100 segundos para a meia-noite, sinalizando o maior nível de perigo para a humanidade desde sua criação em 1947, com as ameaças representadas pela mudança climática e pelo fim do acordo nuclear com o Irã.

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Criado pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, o "Relógio do Apocalipse " tem como objetivo ilustrar o grau de preocupação que os pesquisadores têm em relação a problemas que representam ameaças globais.

Do ano passado para este, o relógio foi adiantado em 20 segundos, e o boletim deste ano cita expressamente o governo brasileiro, por contribuir para o atraso na queda das emissões de CO2. "O Brasil, que desmantelou as políticas que protegiam a floresta tropical da Amazônia , deu um grande passo atrás", escrevem os cientistas.

O nível de perigo atual é uma somatória que considerou também a guerra de informação e tecnologias perturbadoras como vídeos deepfake, além da militarização do espaço e o desenvolvimento de armas supersônicas.

"Estamos expressando o quão próximo o mundo está da catástrofe em segundos, não em horas ou minutos", afirmou Rachel Bronson, presidente do boletim. A decisão de atrasar ou adiantar o relógio é de um painel de especialistas que inclui 13 vencedores de prêmios Nobel.

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O relógio foi ajustado em sete minutos para a meia noite quando foi criado, e oscilou em diferentes momentos desde então. O mais distante que o ponteiro grande já caiu foi em 17 minutos para a meia noite, quando a guerra fria acabou, em 1991. Em 2018 e 2019, o relógio estava em dois minutos para a meia-noite.

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