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Efeito fotografado pela sonda Mars Orbiter, da Nasa, surgiu com processos de formação de rochas marcianas que podem ter levado bilhões de anos

Planeta

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Nasa/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
Imagem mostra formações diferentes no solo marciano

A imagem acima, obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da Nasa, mostra sedimentos de rocha e areia na cratera Danielson, em Marte. Essa cratera de impacto tem cerca de 67 quilômetros de diâmetro e fica no sudoeste da região denominada Arabia Terra.

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A foto está numa escala de 50 centímetros por pixel, e o norte fica no alto da imagem.

A rocha foi formada milhões ou até bilhões de anos atrás, quando partículas soltas gradualmente se estabeleceram na cratera, camada a camada, e endureceram para chegar ao seu formato atual. Devido a variações cíclicas na natureza dessas partículas, algumas delas foram mais resistentes à erosão. Com o tempo, elas formaram os degraus visíveis hoje.

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Nasa/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
Outra imagem do local: a combinação com a primeira foto permitirá avaliações sobre a espessura das camadas e sua variação ao longo do tempo

Conforme areias de cores diferentes, parecendo mais escuras e menos vermelhas (na foto, mais “azuis” no contraste), espalharam-se pelos degraus, surgiu o padrão de zebra que se observa.

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A combinação dessa imagem com outra tirada da área (veja acima) permitirá que as espessuras das camadas e sua variação ao longo do tempo sejam medidas. Isso vai fornecer aos cientistas sugestões sobre os antigos processos climáticos que as criaram.