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Agrupamento de insetos tinha 130 quilômetros de comprimento e 130 de largura; meteorologistas já haviam registrado casos parecidos outros anos

Planeta

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Reprodução/NSW
Radar capturou a imagem da "tempestade" de joaninhas

A ameaçadora “chuva” que surgiu na noite da última terça-feira no radar do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NSW, na sigla em inglês) na região de San Diego (sul da Califórnia) não continha exatamente muita água acumulada. Na verdade, era um gigantesco e raro agrupamento de joaninhas, com aproximadamente 130 quilômetros de comprimento e 130 quilômetros de largura.

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Joe Dandrea, meteorologista do NSW baseado em San Diego, relatou ao jornal “Los Angeles Times” que as joaninhas não voavam no mesmo nível – eles se espalhavam entre 1.500 metros e 2.750 metros de altitude. “Um observador no local disse que via pequenas manchas em voo”, afirmou. A principal dessas manchas tinha 16 quilômetros de largura, segundo Dandrea.

Não se sabe qual das mais de 100 espécies de joaninhas existentes na Califórnia protagonizou o episódio, nem o motivo que o originou. Normalmente, nesta época do ano esses insetos saem da Sierra Nevada, no centro-leste do estado, e procuram áreas mais quentes para buscar alimento e reproduzir-se, chegando até o México.

O fenômeno é raro, mas não exatamente inédito. O próprio NSW já havia registrado casos parecidos nos últimos anos. Em 2014, um grande agrupamento de efeméridas (outro tipo de inseto) passou pelos céus de Wisconsin, no norte dos EUA. Em 2015, nuvens de gafanhotos e besouros sobrevoaram Oklahoma, na parte central, e em 2018 foi a vez de um enorme grupo de morcegos ser flagrado sobre o Texas.