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Pesquisadores russos, sul-coreanos e norte-americanos estão recriando animais históricos extintos que habitarão centro científico na Sibéria; veja

Pesquisadores russos e sul-coreanos analisaram DNA de animais congelados há anos a fim de recriar Jurassic Park
Reprodução/The Siberian Times
Pesquisadores russos e sul-coreanos analisaram DNA de animais congelados há anos a fim de recriar Jurassic Park

Mamutes, leões-das-cavernas e outras espécies extintas há anos podem voltar a habitar o planeta Terra em breve. Isso é o que estima um grupo de pesquisadores russos acerca de um novo experimento de clonagem. De acordo com o Mirror , o recurso de 4,5 milhões de libras, o equivalente a R$ 24 milhões, ajudará na construção de um novo Jurassic Park , ou um "centro científico paleogênico", na cidade de Yakutsk, nordeste da Rússia.

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Os planos do presidente Vladimir Putin em relação ao " Jurassic Park da vida real" seriam revelados em setembro deste ano durante em um fórum de investimentos. Os especialistas que trabalham na estruturação do projeto explicaram que esse centro de pesquisa "estudará animais extintos a partir de células vivas, restaurando criaturas como mamutes e rinocerontes lanosos, leões-das-cavernas, entre outras espécies".

A equipe afirmou que laboratórios de clonagem serão equipados e usados por cientistas russos e sul-coreanos, que já teriam iniciado os estudos. Recentemente, eles encontraram DNA de animais antigos preservados em restos mortais congelados por milhares de anos.  “Não existe material tão exclusivo assim em nenhum outro lugar do mundo”, destacou Dra. Lena Grigorieva, pesquisadora e membro da equipe de elaboração do parque.

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Jurassic Park e a Era do Gelo poderão ser recriados

Além de fazer um centro semelhante ao Jurassic Park, cientistas desenvolverão híbrido de mamute lanoso e elefante
Reprodução/The Siberian Times
Além de fazer um centro semelhante ao Jurassic Park, cientistas desenvolverão híbrido de mamute lanoso e elefante

Grigorieva afirma que junto às análises, o grupo tem se preparado, estudando os animais do Período Pleistoceno para levantar mais informações sobre como se deu o povoamento do nordeste russo. “Os grupos étnicos do norte e nordeste têm uma estrutura genética antiga única. Estamos animados e acreditamos que nossas pesquisas ajudarão bastante na coleta de dados acerca de doenças genéticas raras, de diagnóstico e de prevenção”, acrescentou.

O projeto colaborativo ainda contará com o auxílio da Fundação de Pesquisa de Biotecnologia da Coreia do Sul, liderada pelo especialista em clonagem, professor Hwang Woo-Suk, além das parcerias com o professor de genética da Universidade de Harvard, George Church, que planeja inserir genes de mamute lanoso em um embrião de elefantes asiáticos até 2020.

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Se o teste for bem-sucedido, Church poderá trazer de volta  animais da Era do Gelo e desenvolver uma espécie de híbrido de mamute e elefante. A ideia inicial dos cientistas é inaugurar o novo Jurassic Park e o Parque Pleistocênico da Sibéria, que terá uma área semelhante ao extremo norte de Yakutia, onde os mamutes habitaram.

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