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Cientistas da Universidade de Oxford descobriram que chance de humanidade ser a única civilização que habita a Via Láctea é de 53% a 99,6%

Estudo da Universidade de Oxford mostrou que seres humanos podem ser única fonte  de vida inteligente no espaço
Reprodução/Shutterstock
Estudo da Universidade de Oxford mostrou que seres humanos podem ser única fonte de vida inteligente no espaço

A humanidade pode ser a única fonte de vida inteligente em todo o universo. Isso é o que sugere um novo estudo da Universidade de Oxford e da Royal Society of London, que analisa a probabilidade substancial de haver vida extraterrestre semelhante a dos humanos em áreas distantes da Via Láctea. As informações são do Daily Mail

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De acordo com os pesquisadores do Instituto de Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, o estudo "Dissolvendo o Paradoxo de Fermi" tem como intuito resgatar questões levantadas durante a década de1950, período em que especulações sobre vida inteligente e sobre a existência de alienígenas começaram a surgir.

Equação de Drake e vida inteligente na Via Láctea

Por meio de análises minuciosas de diferentes "cenários" do universo, a equipe descobriu que a chance da humanidade ser a única civilização que habita a nossa galáxia é de 53% a 99,6% e de 39% a 85% em outras áreas observáveis do espaço.

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"Não deveríamos ficar tão surpresos com a possibilidade de haver galáxias vazias ou com a existência de uma única civilização”, afirmaram os autores do estudo Anders Sandberg, Eric Drexler e Toby Ord, pautando a famosa Equação de Drake, desenvolvida pelo cientista Frank Drake, como base fundamental para as diretrizes da pesquisa.

Eles explicaram que a Equação de Drake , que estuda a quantidade de civilizações presentes na Via Láctea, teve um papel fundamental para as novas estimativas, uma vez que engloba fatores importantes para as vidas inteligentes, como estrelas em formação e o número médio de planetas que suportam vida.

Segundo os cientistas, tal fator foi o que determinou a reformulação de um modelo de existência realista, e evidenciou a probabilidade de não haver nenhuma outra vida inteligente em um "universo observável".

“Esse resultado dissolve o paradoxo de Fermi e elimina qualquer necessidade de alimentar mecanismos especulativos acerca de civilizações que poderiam causar algum tipo de efeito sobre a vida dos seres humanos”, acrescentaram.

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Ao Universe Today , o grupo ainda alegou que, mesmo diante do dado, não descarta a existência de vida alienígena. "Não descartamos nenhum tipo de possibilidade ainda. Continuamos considerando o trabalho desenvolvido por programas como o Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI), pois ajudam a identificar vida inteligente e a reduzir as incertezas e as informações deturpadas em geral”, concluíram os cientistas. 

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