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Estudo da União Astronômica Internacional dos EUA mostrou que asteroides foram vistos apenas uma vez e que podem chegar a colidir com planeta Terra

Estudo recente mostrou que asteroides foram identificados somente uma vez e não foram mais monitorados
Reprodução/Shutterstock
Estudo recente mostrou que asteroides foram identificados somente uma vez e não foram mais monitorados

Um mapeamento realizado pelo Minor Planet Center da União Astronômica Internacional em Massachusetts, Estados Unidos, mostrou que ao menos 900 asteroides passaram próximos ao planeta Terra e deixaram de ser monitorados por cientistas da área desde então. As informações são do Daily Mail .

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O estudo apontou que asteroides próximos da Terra (NEAs), ou seja, que orbitam os arredores do planeta, foram identificados somente uma vez e, após as primeiras aparições, não foram mais rastreados. Isso significa que, atualmente, não há como pesquisadores saberem se essas rochas estão perto de colidir com a Terra ou não.

Quais as chances dos asteroides atingirem o planeta Terra?

O autor da pesquisa, Peter Veres, explica que, apesar dos receios de que esses objetos possam atingir o Planeta Azul, as chances de isso realmente acontecer são pequenas, uma vez que os NEAs estão a 48 milhões de quilômetros de distância da órbita terrestre.

Até agora, os astrônomos identificaram mais de oito mil asteroides com pelo menos 140 metros de largura, o suficiente para destruir uma cidade inteira. Entre 2013 e 2016, mais de 17 mil NEAs foram identificados pelo mapeamento, sendo 11% rotulados como “desconhecidos”.

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Vale mencionar que os NEAs são geralmente detectados por sistemas de levantamento de asteroide que usam telescópios operados por inteligência artificial para escanear grandes áreas do céu durante a noite.

Por meio desse mecanismo, os cientistas podem estudar os corpos rochosos, porém com atrasos significativos no envio dos dados. Alguns telescópios demoram cerca de 20 horas para reportar potenciais NEAs, tornando o processo de confirmação lento e complicado.

Para encontrá-los, a equipe afirmou ter analisado dados de sistemas de 'caça de asteroides', descobrindo como as posições, movimentos, intensidade do brilho de objetos, entre outros fatores influenciam no momento do registro e na duração do resultado final das análises.

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"Acredito que, por mais que sejam gigantes, os  asteroides não são capazes de destruir um planeta por completo. Eu diria que o perigo está em objetos que ainda não identificamos, ou nesta demora na etapa de identificação desses corpos no espaço", concluiu.

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