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Estudo da Universidade do Texas mostrou que fragmentação da crosta terrestre pode ter causado mudanças climáticas há 700 milhões de anos

Cientistas da Universidade do Texas lançaram estudo procura explicar e desvendar o mistério da teoria
Reprodução/Space Sciencie Institute
Cientistas da Universidade do Texas lançaram estudo procura explicar e desvendar o mistério da teoria "Terra bola de neve"

Acredita-se que, há 700 milhões de anos, o planeta Terra estava em um processo total de congelamento, o que o transformou em uma espécie de "bola de neve gigante". Porém, apesar das incertezas que cercam a hipótese, cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, afirmam que o motivo para o acontecimento pode ter sido finalmente descoberto.

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O novo estudo sobre a hipótese da "Terra bola de neve" realizado pela equipe mostrou que a formação das placas tectônicas do planeta, em que a crosta terrestre e o manto superior se quebraram em pedaços, provocou o vulcanismo e outros eventos extremos que, por sua vez, geraram grandes mudanças nos oceanos e na atmosfera. 

Os cientistas ressaltam que o resfriamento incomum do planeta durante a Era Neoproterozóica pode ser explicado por meio de análises da litosfera, que evidenciam esse período de fragmentação sofrido pelo planeta.

"A Terra é o único corpo em nosso sistema solar conhecido atualmente por placas tectônicas, onde a litosfera é fragmentada como peças de quebra-cabeças que se movem independentemente. É muito mais comum que os planetas tenham uma casca sólida externa que não seja fragmentada, ou seja, que possuam uma ‘placa tectônica de tampa única’", explica o professor de geociência da Universidade do Texas, Robert Stern, ao tabloide  Daily Mail .

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Placas tectônicas podem explicar congelamento da Terra

A equipe de estudiosos alegou que as placas tectônicas terrestres começaram a surgir entre 600 e 800 milhões de anos atrás, o que desencadeou em diferentes provas geológicas e teóricas que podem explicar as centenas de hipóteses criadas acerca do fenômeno misterioso.

Para Stern, as placas tectônicas foram capazes de estimular a criação de montanhas, vulcões e terremotos.  E que, devido a essas formações, o planeta passou a sofrer transformações climáticas intensas e radicais, até que a maior parte do gelo que o envolvia fosse derretido.

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"O fato de os efeitos oceanográficos aparecerem durante o período Neoproterozóico é um poderoso argumento de apoio de que esse foi realmente o momento da transição de uma única 'tampa' para as diversas placas tectônicas.  Atualmente, o clima está nos noticiários porque estamos propagando diversas alterações com a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Porém, naquele período, esse controle não era possível, ninguém sabia que as placas tectônicas surgiriam na Terra ou provocariam efeitos tão surpreendentes no clima", conclui.

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