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Equipe arqueológica diz que cadáveres pertenciam ao período do Império Chimú; eles tinham cortes no peito, para retirada do coração das crianças

Cinco anos depois das primeiras pistas do sacrifício, os arqueólogos descobriram centenas de outros corpos na região
Reprodução/ Gabriel Prieto/National Geographic
Cinco anos depois das primeiras pistas do sacrifício, os arqueólogos descobriram centenas de outros corpos na região

Arqueólogos desenterraram evidências do que pode ter sido o maior ritual de sacrifício infantil em massa da história. Segundo o Daily Mail , o feito ocorreu depois de moradores alertarem especialistas da Universidade de Tulane em 2011, sobre a possibilidade de haver uma quantidade assustadora de cadáveres de crianças e filhotes de lhamas enterrados em um penhasco na costa norte do Peru.

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Cinco anos depois das primeiras pistas do sacrifício , os arqueólogos descobriram centenas de outros corpos presentes no local. Informações da National Geographic divulgadas nesta semana apontaram que ao todo, foram encontrados 140 corpos de crianças e 200 cadáveres de lhamas em Huanchaquito-Las Llamas.

Os especialistas acreditam que, devido à presença de marcas nas costelas e pelos dados levantados por um rádio carbono, os menores de idade tiveram seus corações arrancados de seus corpos em rituais que aconteceram entre 1400 e 1450 depois de Cristo (dC), ou seja, há mais de 550 anos.

O maior sacrifício infantil da história

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A equipe arqueológica afirmou que todos os cadáveres achados continham um corte preciso no peito e rostos manchados com um pigmento vermelho feito com cinábrio. Já as idades eram diferentes, havendo meninos e meninas entre cinco e 14 anos, e lhamas com menos de um ano de vida. Outro ponto divergente foi o local onde os humanos e os animais do grupo dos camelídeos foram enterrados: crianças na região Oeste, em direção ao mar, e lhamas voltadas para os Andes.

Especialistas acreditam que, devido à marcas nas costelas, os menores de idade tiveram seus corações arrancados
Reprodução/Gabriel Prieto/National Geographic
Especialistas acreditam que, devido à marcas nas costelas, os menores de idade tiveram seus corações arrancados

Entre as pistas do ritual executado no período do Império Chimú pré-colombiano estavam pegadas, que evidenciaram que as vítimas teriam sido arrastadas até a região central. Centenas de anos atrás, quando o assassinato em massa ocorreu, o local foi coberto por uma camada de lama – e alguns dos corpos de crianças e animais foram simplesmente deixados lá em vez de serem enterrados nos poços preparados.

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Os especialistas explicaram que, embora os rituais de sacrifício envolvendo adultos tenham sido estudados de forma bastante extensa, o assassinato em massa dessas crianças é ainda um mistério, por não conseguirem coletar muitos dados sobre suas vidas. Eles alegaram que para o levantamento de pistas, serão realizados testes de DNA e análise da lama que cobriu os cadáveres durante o período.