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Estudo mostra que seres humanos também possuem os genes FANCL, VRK2 e BCL11A, que trabalham na proteção de mutação de células; cientistas norte-americanos estimam desenvolver medicamentos mais efetivos

Cientistas afirmam que genes anticancerígenos encontrados nos elefantes também estão presentes nos seres humanos
Wikimedia Commons
Cientistas afirmam que genes anticancerígenos encontrados nos elefantes também estão presentes nos seres humanos

Cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram que os genes que tornam os elefantes resistentes ao câncer também podem ser encontrados nos seres humanos. O estudo revelou que após serem expostos à radiação causadora da doença, três genes, conhecidos como FANCL, VRK2 e BCL11A, trabalham para se proteger das mutações.

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Como todos os vertebrados evoluíram de um antepassado comum, os seres humanos também têm esses genes anticancerígenos, no entanto, eles não trabalham com a mesma eficácia de combate ao câncer quanto nos elefantes . Segundo os pesquisadores, tal descoberta pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos contra a doença para os seres humanos.

"Este método nos dá uma nova maneira de explorar o genoma e potencialmente descobrir novas abordagens para identificar, diagnosticar e tratar a doença", explica o autor do estudo, Doutor Christopher Gregg, ao Daily Mail .

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A pesquisa e outros animais “imunes”

O câncer, que ocorre quando as células se multiplicam de forma incontrolável, afeta aproximadamente um em cada 20 elefantes, enquanto atinge dez vezes mais humanos, mesmo com centenas de células a mais. Os estudiosos afirmam que essa diferença deve-se ao fato de os elefantes possuírem 40 ‘cópias’ do gene p53, responsável por eliminar os tumores, ao contrário de pessoas, que contêm somente um.

Vale mencionar que análises anteriores elaboradas pela Universidade de Rochester, em Nova York, sugeriram que as baleias também são animais resistentes ao câncer. Para os cientistas, a descoberta evidencia as mutações benéficas que ocorrem com esses mamíferos, e que os ajudam a proteger o DNA.

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Pesquisas desenvolvidas em 2013 também mostraram que os rato-toupeira-pelado não desenvolvem a doença com facilidade, sendo uma condição comum entre os roedores, por causa da produção de uma substância pegajosa chamada hialuronano , que atua como um corpo protetor nos espaços entre as células. Assim como ocorre com os elefantes, os seres humanos também produzem a substância, porém em quantidades menores e em processos reduzidos.