Depois de cientistas anunciarem gestação de mamutes, extintos há cinco mil anos, comunidade científica ficou preocupada
Wikimedia Commons
Depois de cientistas anunciarem gestação de mamutes, extintos há cinco mil anos, comunidade científica ficou preocupada

Parece óbvio: se trouxermos de volta à vida animais extintos, a biodiversidade será cada vez maior, certo? Não de acordo com um novo estudo da Universidade do Canadá. Artigo afirma que reintroduzir essas espécies pode provocar a perda de até três vezes o número de animais já existentes.

Leia também: Bate-volta espacial: empresa levará dois turistas para viagem à lua em 2018

De acordo com John Bennet, responsável pela pesquisa, analisou os custos e benefícios de trazer de volta à vida animais extintos . Ele descobriu que o investimento que seria feito para atingir esse avanço prejudicaria o orçamento destinado à conservação de espécies essenciais aos ecossistemas atuais.

O estudo fez a relação custo-benefício considerando o que a Nova Zelândia e Nova Gales do Sul, na Austrália, podem gastar e quanto o processo de reversão da extinção sugaria da preservação de espécies ameaçadas.

Como os custos de conservação seriam maiores que os ganhos, Bennet alega que “dificilmente a reversão da extinção poderia ser justificada como uma forma de conservar a biodiversidade”.

Pesquisadores descobriram que a reintrodução de espécies extintas recentemente em seus antigos habitats poderia melhorar a biodiversidade local. Entretanto, se o governo financiasse a conservação das 11 espécies extintas na Nova Zelândia, o cuidado de 31 espécies já existentes seria sacrificado.

Leia também: Gigante! Cientistas acham fóssil de pinguim de 1,50 metros e 61 milhões de anos

Você viu?

Já em Nova Gales do Sul, o investimento que seria feito para a reintrodução de cinco espécies extintas poderia ser realocado para a manutenção de 42 animais que já fazem parte do ecossistema local.

Por mais que a reversão da extinção ainda esteja longe de se tornar real, a comunidade científica está tentando chegar lá. Essa nova pesquisa, entretanto, sugere que só por que é possível, não significa que deve ser feito.

Bennet reforça que, quando o momento chegar, é necessário pensar bem se vale mais a pena investir na reversão da extinção ou focar em espécies já existentes. Outra consideração importante será quais animais “reviver” e em que ambiente realocá-los.

Mamute

Recentemente, o pesquisador George Church afirmou que sua equipe está há poucos anos de gerar artificialmente um elefante modificado geneticamente para ter características de mamute. A notícia foi recebida com ceticismo pela comunidade científica.

Leia também: Elas no comando: antropólogos descobrem dinastia matriarcal no sudoeste dos EUA

O antropologista John Hawks vocalizou sua opinião através do Twitter. “Se Church conseguir fazer um útero artificial do tamanho de um elefante, eu acho que ninguém vai se importar se o filhote resultante é cabeludo”, escreveu. “Em segundo lugar, células de elefante editadas para adicionar genes de mamute estão longe de ser um mamute. Você não vai fazer um mamute a partir disso”, completou.

Os mamutes viveram na última Era do Gelo e foram extintos há cinco mil anos. O objetivo de Church é reinserir o animal em seu habitat natural, na Sibéria, com a esperança de apresentar uma nova possibilidade aos elefantes asiáticos.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários