Policial penal é preso suspeito de matar esposa a tiros em SP

Aline Alves Bugni, de 31 anos, foi baleada em casa após discussão com o marido; familiares afirmam que ela sofria agressões e temia a separação

Aline e Felipe Bugni
Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Aline e Felipe Bugni

O policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso em flagrante sob suspeita de ter assassinado a tiros a própria esposa, no município de Cajamar, em  São Paulo . O crime aconteceu na noite do último domingo (27) e o suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia de Cajamar logo após o ocorrido.

A vítima, Aline Alves Bugni, de 31 anos, foi atingida dentro da própria residência, na Rua João de Moraes Tavares, e não resistiu aos ferimentos. Aline e Felipe estavam casados há 10 anos e tinham uma filha de 6 anos.

Relatos apontam violência frequente

De acordo com o g1, moradores da vizinhança relataram que o casal brigou ao longo de todo o dia e, ao anoitecer, durante mais uma discussão, o policial teria efetuado os disparos contra a mulher.

Quem acionou a Polícia Militar, depois de ouvir os tiros, foi o pai de Aline. Segundo informações, após atirar na esposa, Felipe também agrediu o sogro, que sofreu ferimentos no rosto, com sangramento no nariz, e precisou ser levado a um hospital.


De acordo com a família de Aline, a vítima já havia comentado ter sido agredida pelo marido. Pessoas próximas também afirmam que ela pensava em se separar, mas convivia com receio de tomar essa decisão.

A Polícia Civil ainda irá apurar as circunstâncias do crime e ouvir familiares e testemunhas. Na delegacia, o policial penal chegou a alegar que se tratava de um suicídio; o delegado responsável pelo caso afirmou que ainda não havia reunido elementos suficientes para registrar a morte como feminicídio.

Feminicídio tem alta no estado

O assassinato de Aline acontece em um cenário de aumento expressivo de casos  feminicídio em São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, durante o primeiro semestre de 2026, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 25 horas em território paulista. Foram 86 casos, o que representa alta de 41% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Durante as operações do Agosto Lilás, dedicadas a combater a violência à mulher, dados de prisões contra agressores foram divulgados: somente entre janeiro e junho deste ano, 10.924 suspeitos foram detidos por oficiais de segurança, contra 8.692 no mesmo período de 2025, apresentando um crescimento de 25,7%.