
A Polícia Militar de São Paulo realizou a Operação Lilás, entre os dias 7 e 10 de agosto, que resultou na prisão de 295 suspeitos de violência doméstica e familiar em diversas regiões do estado. A iniciativa fez alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha e envolveu batalhões da capital, Grande São Paulo e interior .
Durante a operação, os oficiais atenderam ocorrências em andamento, atuando na retirada de vítimas de situações de risco, e cumpriram mandados judiciais. Ao todo, 269 prisões em flagrante foram registradas, além da captura de 26 procurados pela Justiça .
As acusações dos crimes em flagrante incluem ameaça, agressões físicas, descumprimento de medidas protetivas e tentativas de feminicídio.
Casos marcantes
Um dos episódios mais graves registrados entre as ocorrências da Operação ocorreu no bairro Jardim Luso, na Zona Sul da capital, onde um homem de 27 anos foi preso em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (10).
Segundo a Polícia, o homem teria cometido uma tentativa de feminicídio contra sua companheira de 39 anos, após agredi-la e quebrar diversos objetos na casa . A vítima conseguiu escapar e ficou abrigada na casa da vizinha até a chegada dos oficiais. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro e solicitou uma medida protetiva de urgência .
Outras ocorrências marcantes também foram atendidas na capital. Em Suzano, um homem foi detido por violência psicológica contra uma mulher, após pular o muro de sua casa e invadir a residência. Já em Santo André, um homem também foi preso por violência psicológica após ameaçar a própria mãe e furtar objetos da casa.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli destaca:
Patrulha SP Mulher Segura
Desde maio, a Polícia Militar conta com a Patrulha SP Mulher Segura, criada para acompanhar, de forma exclusiva, mulheres em situação de violência . As equipes atuam tanto presencialmente quanto por telefone, verificando o estado das vítimas, oferecendo orientações e avaliando se há necessidade de nova intervenção policial .
Esse trabalho funciona de maneira integrada, se conectando com outros mecanismos da rede de proteção, como a Cabine Lilás, que direciona chamadas de violência doméstica feitas ao 190 para policiais femininas, e o aplicativo SP Mulher Segura , que permite registrar boletins de ocorrência e acionar o botão do pânico em situações de emergência.
Na capital paulista, o balanço da operação mostra 306 visitas realizadas pela patrulha. Foram 237 contatos telefônicos com acompanhamento e instruções, além de 69 visitas presenciais diretamente às vítimas.
Aumento nas prisões
A Operação Lilás acontece em um cenário de aumento expressivo das prisões por violência doméstica e familiar no estado de São Paulo. Somente entre janeiro e junho deste ano, 10.924 suspeitos foram detidos por oficiais de segurança, contra 8.692 no mesmo período de 2025, apresentando um crescimento de 25,7%.
A rede especializada de atendimento às mulheres conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher
, das quais 19 delas ficam abertas 24 horas, além de 235 Salas DDM 24 horas instaladas em plantões policiais espalhados pelo estado.