
Orlando Rocha Pereira, de 47 anos, foi atacado por uma onça-pintada na zona rural de Porto Velho na última terça feira (11). Uma equipe de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) socorreu o trabalhador e o levou ao Hospital João Paulo II, onde o estado de saúde permanece estável.

A família contou que Orlando cuidava da propriedade montado em uma égua quando o felino deu o bote no equino. O homem se jogou no chão, caiu sobre arames farpados e conseguiu escapar se arrastando. A égua, por sua vez, não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo.
O filho do trabalhador rural o encontrou caído e machucado, com o rosto coberto de sangue. Os socorristas registraram lesões no nariz e no ombro, além de suspeitas de fratura na região da clavícula. Orlando passará por procedimentos cirúrgicos e segue sem previsão de alta no momento.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que não foram encontrados ferimentos provocados pela onça em Orlando, indicando que as lesões vieram da queda no arame farpado. Registros do acontecido circularam em grupos de WhatsApp e mostram a égua gravemente ferida e agonizando antes de morrer.
Por que as onças chegam perto das propriedades rurais?
Ataques a pessoas são raríssimos e quase sempre acontecem quando o felino está ferido, acuado ou acompanhado de filhotes. A investida contra rebanhos de gado, por outro lado, acontece com frequência em áreas onde o desmatamento reduziu a oferta de presas silvestres. Além disso, o desflorestamento diminuiu habitats isolados de onças, com muitos espécimes passando a viver próximos das cidades.
A espécie consta como vulnerável no Livro Vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção, do ICMBio. A caça ilegal, a perda de floresta e a retaliação de criadores após ataques ao gado estão entre as principais ameaças à vida do felino. A orientação das autoridades é acionar a Polícia Militar Ambiental ou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sem tentar abater o animal.