Senival Moura
Reprodução/X
Senival Moura

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Polícia Civil cumpriram, na manhã desta quinta- feira (25), cinco mandados de prisão temporária; entre os alvos, está o vereador Senival Moura (PT), apontado como um dos principais suspeitos em um suposto  esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) .

Senival é natural do Alagoas, mas se mudou para a Zona Leste de São Paulo nos anos 1970. Atualmente, em seu sexto mandato na Câmara Municipal, Moura ocupa os cargos de primeiro-secretário da Mesa Diretora e de presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1984, o político foi reeleito em 2024, com mais de 30 mil votos. Seu envolvimento com o transporte público começou nos anos 90, quando passou a atuar no transporte clandestino de passageiros em São Paulo, na Zona Leste da capital; a regulamentação do setor dos “perueiros” conquistou a concessão que permitiu que esses transportes pudessem operar legalmente na cidade. Senival também é um dos fundadores do Sindilotação (Sindicato dos Proprietários de Veículos Profissionais Autônomos).

A operação Ultima Parada teve início em 2020, após o assassinato do até então presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge, quando a polícia encontrou um celular e diversos pen drives na vítima depois da execução. A análise do material revelou um esquema fraudulento relacionado à gestão operacional e financeira da empresa, provando que a Transunião funcionava sob uma direção indireta.

A investigação aponta trocas de mensagens entre os operadores do esquema, onde Senival era identificado como "presidente", "véio", "velhinho" ou "vereador"; as mensagens revelaram repasses financeiros e decisões que dependem do vereador, colocando-o como uma das “cabeças” do esquema. Em 2022, Senival já havia sido investigado pelo seu possível envolvimento na morte Adauto Soares Jorge, mas negou a acusação.

Além dos mandados de prisão emitidos, a justiça decretou também o sequestro de 21 imóveis e o bloqueio de R$194 milhões em contas bancárias ligadas aos alvos, 117 veículos e três embarcações. O Poder Judiciário também determinou o afastamento imediato dos diretores da concessionária.


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