Rio determina prazo para comprar novas câmeras corporais da PM

Governo pretende concluir licitação até março após cobrança do MPRJ, que também defende regras para o uso do equipamento

Câmeras corporais da Polícia do Rio de Janeiro
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasi
Câmeras corporais da Polícia do Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro deve concluir a licitação para adquirir  novas câmeras corporais para as forças de segurança do estado até março de 2027. O cronograma foi apresentado durante uma reunião entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Durante o encontro, representantes dos órgãos também discutiram regras para o armazenamento das imagens das câmeras e o acesso ao material das autoridades responsáveis pela fiscalização e investigação da atividade policial.

A compra dos equipamentos está entre as demandas do MPRJ após a Operação Contenção, realizada nos Complexos da Penha e do Alemão , zona norte da cidade do Rio, em outubro de 2025. A ação deixou 122 mortos e ficou registrada como a operação policial mais letal da história do estado.

Segundo o promotor de Justiça Fabio Corrêa, do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), a intenção é garantir que todos os equipamentos sejam utilizados de forma efetiva, com regras claras para a preservação e o acesso às gravações.

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MPRJ recomenda mudanças na atuação policial

Além da ampliação do número de câmeras corporais, o MPRJ recomendou melhorias nos mecanismos de fiscalização e no treinamento dos agentes de sergurança do estado. 

As medidas fazem parte do cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, e das atribuições do Ministério Público no controle externo da atividade policial.

Entre as determinações relacionadas à ADPF estão o uso proporcional da força policial, a instalação de câmeras nas viaturas e a elaboração de um plano de reocupação de territórios dominados por organizações criminosas.

A decisão também prevê a participação da Polícia Federal em investigações relacionadas a milícias e ao tráfico de drogas interestadual e internacional.