
A Polícia Civil interditou o centro cirúrgico da Clínica Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro , durante a a operação “Por Elas ” na manhã desta quarta-feira (21). O estabelecimento é investigado pela morte de três pacientes e sequelas graves sofridas diversas por mulheres atendidas no local.
Os agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), com apoio de representantes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária, estiveram no local e cumpriram quatro mandados de busca e apreensão relacionados aos responsáveis pela clínica.
Durante a ação, foram encontrados medicamentos vencidos, que acabaram apreendidos. Duas pessoas foram conduzidas à Cidade da Polícia Civil, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, para prestar depoimento.
Em agosto deste ano, a clínica já havia sido alvo de outra operação policial. Na ocasião, os agentes também apreenderam produtos fora do prazo de validade no local.
As investigações da polícia contam com 25 denúncias de pacientes que passaram pela clínica com relatos de complicações como necrose, perda de tecidos, cicatrizes e deformações físicas permanentes.
Segundo informações do G1, confirmada pelo iG, mesmo com as denúncias e investigações em andamento, cerca de 15 cirurgias plásticas estavam previstas para esta quarta-feira. Todos os procedimentos foram cancelados após a interdição do centro cirúrgico.
Polícia investiga atuação de alunos sem supervisão
Segundo a Polícia Civil, outro ponto da investigação apura a atuação de alunos de pós-graduação em cirurgia plástica realizando os procedimentos sem o acompanhamento e o controle de um médico supervisor.
A investigação também buscam esclarecer se as pacientes tinham conhecimento de que os estudantes participavam das intervenções .
Três mortes investigadas
Entre as mortes das pacientes investigadas, está o caso de uma mulher que morreu durante uma cirurgia abdominal, após uma sequência de paradas cardíacas.
Outro caso, aconteceu após outra mulher permanecer internada por cerca de dois meses devido a complicações após o procedimento e que morreu após desenvolver uma infecção generalizada.
A consequência da terceira morte não foi informada.
A Polícia Civil segue investigando as ocorrências para esclarecer se houve falhas na assistência às pacientes, irregularidades na execução das cirurgias ou outra eventual responsabilidade dos profissionais envolvidos.
O iG buscou contato com a clínica Celita Toledo, mas não obteve resposta. O espaço segue em aberto para os devidos esclarecimentos.