Cachorro no veterinário
Foto: Freepik
Cachorro no veterinário

Um cão foi diagnosticado com o vírus da raiva em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o animal foi infectado após o contato com morcegos em uma área urbana e precisou ser sacrificado. 

Após a confirmação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que realizou uma investigação epidemiológica na região e todas as pessoas que tiveram contato com o cão receberam um tratamento antirrábico gratuito e passaram a ser monitoradas. 

Até o momento, não houve registro de raiva humana relacionado ao episódio.

Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) emitiu um alerta de que todos os responsáveis por cães e gatos devem se atentar se a vacinação antirrábica está em dia e evitar que os animais tenham acesso livre às ruas.

A confirmação desse caso mostra que a raiva continua sendo uma preocupação de saúde pública e que a prevenção precisa fazer parte da rotina. A vacinação dos animais e o cuidado diante do contato com morcegos são medidas que podem evitar situações de risco. Diogo Alves.- Presidente do CRMV-RJ


O que fazer ao encontrar um morcego

Segundo o CRMV-RJ, morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, pendurados em paredes ou cortinas ou em outros locais considerados incomuns podem estar infectados.

Nesses casos, a orientação é não tocar no animal, seja ele vivo ou morto. Também não se deve tentar capturá-lo, matá-lo ou removê-lo por conta própria. O serviço de zoonoses do município deve ser acionado para realizar o recolhimento seguro.

Raiva já matou duas pessoas no estado

A raiva é uma zoonose viral que provoca encefalite progressiva e apresenta letalidade próxima de 100% depois do início dos sintomas.

Um dos morcegos capturados para o estudo
: Reprodução/Physis
Um dos morcegos capturados para o estudo


No Rio de Janeiro, os dois últimos óbitos humanos registrados ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020. Nos dois casos, a transmissão ocorreu por morcegos.

Segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) entre 2014 e 2023, foram registrados 174 casos de raiva causados por mordidas de morcego em animais por todo o estado do Rio.

No Brasil, a espécie Desmodus rotundus é considerada o principal reservatório do vírus da raiva, e é objeto de estudo dos pesquisadores da Uerj.

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