Paralisação UFRJ
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Paralisação UFRJ

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam nesta terça-feira (19) uma série de protestos e paralisações . Ao todo, cerca de 103 cursos aderiram a mobilização, que terá atos espalhados pelos câmpus da Cidade Universitária, no Fundão, Praia Vermelha e Macaé.

Entre as principais reivindicações estão melhorias na alimentação oferecida pelos restaurantes “bandejão” universitários, mais segurança e ampliação das políticas de permanência estudantil. 

A mobilização foi organizada por centros acadêmicos e coletivos estudantis, que divulgaram vídeos nas redes sociais convocando alunos para os atos.

Em entrevista ao jornal O Dia, a coordenadora do Centro Acadêmico do Instituto de Física (Cafís), Waleska Rocha, afirmou que há um sentimento de “insatisfação” e “desespero” entre os alunos diante das condições enfrentadas no campus.

“Depois de tanto pedir e tentar dialogar pacificamente, a gente decidiu manifestar e tornar público o nosso desgosto com a insalubridade”, disse a estudante ao veículo. Waleska Rocha - Coordenadora do Cafís


Reclamações sobre bandejão e terceirizados

Na questão da alimentação, há vídeos sendo divulgados nas convocações do ato de larvas dentro da comida oferecida na Universidade. Além disso, estudantes também denunciam falta recorrente de alimentos e atrasos nos pagamentos de funcionários terceirizados, situação que já provocou paralisações no serviço.


Denúncias de assédio

Outra pauta central dos protestos envolve denúncias de assédio dentro da universidade. Nesse ponto, o movimento estudantil divulgou um caso envolvendo um professor do Instituto de Matemática, acusado de assediar pelo menos quatro alunas da instituição, com denúncias registradas na Ouvidoria da UFRJ e também boletim de ocorrência na Polícia Civil. 

Ainda de acordo com os relatos, uma das estudantes envolvidas teria abandonado o curso após o episódio.


Greves já aconteciam na Universidade

Além da paralisação dos estudantes, a UFRJ sofre nesse momento os impactos da greve dos técnicos-administrativos. Por conta disso, a Universidade já vem enfrentando problemas como bibliotecas fechadas, dificuldades em matrículas e instabilidade no pagamento de bolsas e auxílios estudantis.

De acordo com o Centro Acadêmico do Instituto de Física, desde o início do período letivo, os estudantes enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos da universidade, incluindo retirada de livros e suporte administrativo.

Procurada pelo iG, a UFRJ ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos. 

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