Oruam responde por tentativa de homicídio de dois policiais
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Oruam responde por tentativa de homicídio de dois policiais

O rapper Oruam  vai a julgamento nesta segunda-feira (11) em audiência que marca o início da fase de instrução do processo no Tribunal do Júri em que ele responde por dupla tentativa de homicídio contra policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O artista está foragido da Justiça desde fevereiro deste ano.

As acusações têm relação com um episódio ocorrido no condomínio do artista, em julho de 2025, no Joá, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), policiais da DRE cumpriam um mandado de apreensão contra um adolescente que estava na casa do cantor, quando foram atacados por Oruam e outros jovens.

De acordo com a denúncia, os agentes tiveram as viaturas atingidas por pedras e socos durante a ação. O MP afirma que algumas pedras arremessadas pesavam até 4,85 kg e poderiam provocar ferimentos fatais. Para os promotores, os acusados agiram com dolo eventual, assumindo o risco de matar os policiais.

Após o acontecimento, Oruam ainda publicou vídeos e mensagens nas redes sociais proferindo ataques aos policiais e desafiando os agentes a entrarem no Complexo da Penha para busca-lo, área dominada pela facção Comando Vermelho.

Além da acusação de tentativa de homicídio, o rapper também responde por outros sete crimes: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal.

No dia seguinte da operação, o cantor chegou a se entregar à polícia. No entanto, atualmente é considerado foragido da Justiça por descumprimento das medidas cautelares impostas no processo.


Justiça cita falhas em monitoramento eletrônico

Segundo informações da Justiça do Rio de Janeiro, Oruam apresentou uma série de violações relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica. Em decisão o tribunal apontou “múltiplos episódios de fim de bateria”, que teriam comprometido o monitoramento do artista.

Ainda de acordo com o documento, foram registrados 22 incidentes em um curto período, entre outubro e novembro de 2025, com longos intervalos sem rastreamento do equipamento. O descumprimento das regras, levou o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a revogar o habeas corpus que deixava o cantor em liberdade.

Oruam também é investigado por lavagem de dinheiro

Oruam é investigado junto aos pais por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho
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Oruam é investigado junto aos pais por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho


Oruam também é alvo de outra investigação conduzida pelo MPRJ sobre lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho. Em abril deste ano, o órgão denunciou o rapper, o pai dele, Marcinho VP, a mãe, Márcia Gama Nepomuceno, e outras nove pessoas.

Segundo o Ministério Público, o grupo integraria um esquema estruturado para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.

O iG procurou a assessoria do cantor, mas não obteve respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos. 

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