A Prefeitura do Rio de Janeiro
apresentou, na manhã desta terça-feira (17), o primeiro balanço da atuação da Força Municipal
, divisão de elite da Guarda Municipal voltada ao policiamento ostensivo
contra roubos e furtos
. A avaliação inicial, segundo o prefeito Eduardo Paes (PSD), é positiva após os dois primeiros dias de operação
, no evento que contou com a presença do iG
.
A nova tropa começou a atuar nas ruas no último domingo (15) em pontos estratégicos da cidade, como o entorno do Jardim de Alah,
na Zona Sul, e na região do Centro como a Rodoviária,
o Terminal Gentileza
e a Estação Leopoldina
. De acordo com a prefeitura, todo o trabalho e a escolha das regiões de atuação é baseado em análise de dados e focado em áreas com maior incidência de crimes.
“É um policiamento voltado para roubos e furtos, com planejamento, uso de dados e tecnologia. A ideia é atuar de forma transparente, com resultados que possam ser acompanhados pela sociedade”, afirmou Paes.
Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale
,
a atuação da Força Municipal
é preventiva e complementar às forças policiais, sem envolvimento em investigações ou operações contra o crime organizado.
Nos dois primeiros dias, foram registradas cerca de 1.300 horas de imagens captadas por câmeras corporais dos agentes
. Entre as ações realizadas, estão abordagens a suspeitos e conduções à delegacia, como no caso de um motociclista sem placa e sem habilitação na região do Jardim de Alah, e de pessoas com drogas nas imediações da Rodoviária.
Ainda segundo Carnevale, não existe um ponto fixo de atuação dos agentes com horários de rotina. O patrulhamento é direcionado de maneira dinâmica baseado nas “manchas criminais”, que são os pontos estudados com a maior presença de registros de furtos e roubos em determinados horários e locais.
Expansão já tem data
Durante a apresentação, a prefeitura anunciou a ampliação da atuação da Força Municipal
a partir do dia 29 de março. Os novos pontos incluem a avenida Presidente Vargas, o Campo de Santana, a Central do Brasil e a Cinelândia, todos no Centro do Rio de Janeiro.
A escolha das áreas, segundo a gestão municipal, também segue critérios técnicos baseados em dados de criminalidade. O planejamento prevê a expansão gradual da força a cada duas semanas para outras regiões da cidade.
“A gente vai ampliando com tranquilidade, sempre com base em metas e indicadores. O objetivo é chegar a áreas com maior incidência de crimes em toda a cidade”, disse Paes.
Como funciona a força
A Força Municipal
conta, inicialmente, com cerca de 600 agentes
treinados para atuar em patrulhamento a pé, com motos e viaturas. Os agentes utilizam equipamentos como câmeras corporais, GPS e comunicação via rádio.
A atuação ocorre em duplas ou trios e prioriza a presença ostensiva para inibir crimes. Segundo o prefeito, o uso de armas de fogo ainda não foi necessário desde o início das operações.
“Esperamos que a presença da autoridade já seja suficiente para inibir a ação criminosa. O objetivo é evitar confrontos”, afirmou.
Uma nova turma de agentes já está em formação e deve reforçar o efetivo que atua nas ruas em breve e, segundo a Prefeitura, novos membros da Divisão de Elite da Guarda Municipal devem iniciar uma terceira turma de preparação.