
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), exonerou nesta terça-feira (16) todos os principais cargos de confiança indicados pelo ex-presidente da casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil) . As mudanças ocorreram poucas horas depois da prisão do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto em uma nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações para o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, preso desde setembro por envolvimento com o Comando Vermelho.
Delaroli (PL), que era vice-presidente da Alerj e aliado político de Bacellar (União Brasil), assumiu imediatamente a presidência da Casa após o afastamento do deputado , conforme o regimento interno. Bacellar foi afastado por medidas cautelares relacionadas à Operação Unha e Carne, sob suspeita de vazar informações para TH Joias. O Portal iG teve acesso às mensagens usadas pela Polícia Federal para fundamentar a prisão preventiva do ex-presidente.
Entre os nomes exonerados estão:
Marcos André Riscado de Brito – Diretor-Geral da Alerj
Rui Carvalho Bulhões Júnior – Chefe de Gabinete da Presidência
Robson Tadeu de Castro Maciel Júnior – Procurador-Geral da Alerj
Márcio Bruno Carvalho de Oliveira – Assessor Especial da Presidência
As exonerações atingem os cargos de maior confiança do ex-presidente Bacellar, responsáveis por funções estratégicas na administração da Assembleia Legislativa.
Transição administrativa iniciada, mas não concluída
Na sexta-feira (12), Delaroli havia iniciado formalmente a transição administrativa da presidência, com a criação de uma comissão responsável por organizar documentos, contratos e relatórios da Casa. A expectativa era que o trabalho culminasse na entrega de um relatório detalhado da gestão anterior.
Com os desdobramentos da Operação Unha e Carne nesta terça, Delaroli não aguardou a conclusão do processo e determinou a substituição imediata dos cargos de confiança, reforçando o controle administrativo diante da investigação em andamento.
Com as prisões e a análise do material apreendido nesta terça-feira (16), a investigação deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, mantendo a pressão sobre a gestão anterior da Alerj.