Prefeitura de SP quer regulamentar Dark Kitchens
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Prefeitura de SP quer regulamentar Dark Kitchens


A Prefeitura de São Paulo encaminhou na última quarta-feira, dia 25, à Câmara de São Paulo um projeto de lei com o objetivo de regulamentar a atividade de Dark Kitchens na capital.

O texto estabelece regras para o funcionamento de estabelecimentos formados por um conjunto de cozinhas industriais, as chamadas “Dark Kitchens”.

Projeto prevê regras para horário de funcionamento e emissão de gases, odores e ruídos e proíbe o uso das calçadas para carga, descarga ou acomodação de motocicletas

Elaborado pela Secretaria de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), o PL 362/22 propõe que os estabelecimentos não poderão funcionar entre 1h e 5h da manhã, a menos que providenciem adequação acústica e não gerem incomodidade.

A proposta também traz diretrizes claras sobre o uso do passeio público. Os serviços de delivery não poderão utilizar as calçadas, seja para carga e descarga ou para acomodação de motocicletas e bicicletas.

O proprietário deverá disponibilizar espaço interno na edificação para estacionamento e acomodação dos prestadores de serviço de entrega, sendo uma vaga para cada 12 m2 de área de cozinha.

O estabelecimento deverá comprovar o atendimento à legislação vigente com relação à incomodidade causada pela emissão de gases, vapores e odores. Será obrigatório demonstrar por meio de declaração e laudo técnico, assinado por profissional habilitado, o expresso atendimento à adequação do sistema de ventilação e exaustão de toda a edificação.

Caso comprovada a inveracidade dos documentos e informações apresentadas pelos profissionais habilitados, a Prefeitura bloqueará o cadastramento por até cinco anos de novos processos de licenciamento.

Também será responsabilidade do estabelecimento a emissão de ruídos gerados pelos equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades, assim como motocicletas e entregadores. Toda incomodidade que os prestadores de serviço gerarem, inclusive na área externa ao estabelecimento, será de responsabilidade do estabelecimento. O descumprimento das obrigações previstas no PL estará sujeito à fiscalização da Prefeitura.

Popularmente conhecida como “Dark Kitchens” a atividade cresceu durante a pandemia, exigindo do poder público atuação para normatizar os impactos causados por essa nova atividade.

O projeto de lei passará pelo rito de análise do Legislativo e, uma vez aprovado, será encaminhado para sanção do prefeito.

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