Fachada do MP-RJ
Divulgação/ MP-RJ
Fachada do MP-RJ


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a operação realizada no Complexo do Salgueiro , em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, neste fim de semana. Pelo menos 8 homens foram mortos.


A investigação será feita por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Niterói e São Gonçalo. Em nota enviada à imprensa, o MP-RJ disse que ao tomar conhecimento dos fatos, o procurador-geral de Justiça do estado, Luciano Mattos, noticiou à Promotoria, que já foi ao local colher informações e ouvir moradores. 


Um perito integrante do quadro técnico da instituição também foi designado ao Instituto Médico Legal para acompanhar o exame dos corpos. Até o momento, cinco foram identificados .


Além disso, de acordo com o MP-RJ, o procedimento aberto vai analisar eventuais violações a direitos praticadas na operação, o que já foi comunicado à Polícia Militar. Em meio a isso, o órgão lembra que há um "plantão permanente" criado para o recebimento de denúncias, registros audiovisuais e demais informações em caráter de urgência sobre violações do tipo no Rio de Janeiro.


"O MPRJ adotará todas as medidas cabíveis para o regular desempenho de suas atribuições no exercício finalístico da ação penal pública em relação a eventuais ilícitos penais praticados, no efetivo exercício do controle externo da atividade policial", conclui em nota.

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Operação em São Gonçalo

O conflito no Salgueiro teve início no sábado (20). Naquela madrugada, o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 40 anos, foi morto após ser atingido por tiros por criminosos no bairro de Itaúna.


Depois disso, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e os confrontos culminaram na morte de ao menos oito homens cujos corpos foram encontrados no bairro de Palmeiras. De acordo com o jornal O Globo,  moradores da região acusam a polícia de chacina e afirmam que os corpos tinham sinais de tortura.


Já o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, disse que  o Bope foi acionado para atender a ocorrência porque os confrontos ocorriam em região de mata e os agentes do 7º Batalhão de São Gonçalo estavam abalados com a perda do colega.



"Foi uma ação necessária. Quando a tropa convencional não consegue resolver aquela questão, há necessidade de acionar uma tropa de operações especiais. No caso o Bope foi a tropa adequada naquele momento e terreno. Tinha a tropa do 7º Batalhão lidando com a morte de um companheiro de trabalho e emocionalmente envolvida. Então foram retirados totalmente do terreno para que outra tropa, mais habilitada para o confronto em área de mata fosse empregada", justificou. A corporação diz que as acusações de tortura são "especulação".

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