Justiça entendeu que gestores do Metrô-DF foram omissos diante de
Reprodução/ Correio Braziliense
Justiça entendeu que gestores do Metrô-DF foram omissos diante de


A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) terá que pagar R$ 30 mil a uma funcionária que foi vítima de assédio sexual por parte do chefe. A condenação foi definida nesta quarta-feira (29) pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).


A vítima relatou no processo que o assédio ocorreu por anos. Ela trabalhava no setor de segurança do transporte quando seu superior começou com os abusos. Segundo o portal Metrópoles, o homem fazia referências às partes íntimas da servidora, enviava mensagens com fotos explícitas e vídeos pornográficos e chegou a segurá-la por trás e esfregar o pênis nas nádegas dela.


A mulher contou que pediu ajuda a outros supervisores do Metrô-DF, mas não teve suas queixas acolhidas. Com isso, o assediador dizia que as "brincadeiras" iriam continuar.


Os abusos foram registrados de 2013 a 2015, ano em que ela conseguiu mudar seu local de trabalho. A publicação conta que, no entanto, anos depois, a mulher foi novamente transferida para o posto onde ocorriam os assédios e só conseguiu afastar o chefe depois de entrar na Justiça, sem qualquer apoio do Metrô-DF.


Por essa postura omissa, a empresa foi responsabilizada. O chefe em questão já foi condenado criminalmente por importunação sexual e também no âmbito civil, onde foi definida uma indenização por danos morais - a vítima teve depressão e precisou ser afastada de suas atividades trabalhistas.

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