
Ciro Nogueira (PP), senador pelo Piauí e ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, não conseguiu se reeleger no domingo (4). Durante a campanha, o parlamentar teve imagens divulgadas ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante uma viagem a Courchevel, nos Alpes franceses .
As imagens, reveladas em reportagem da revista Piauí, mostram Ciro e Vorcaro juntos em momentos de lazer, incluindo uma confraternização em um restaurante. Vorcaro foi preso preventivamente no âmbito das investigações sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e outros crimes apurados pelas autoridades.
As intenções de voto em Ciro Nogueira desidrataram a partir da segunda quinzena de setembro, conforme mostram pesquisas eleitorais. Segundo o Datafolha de 21 de setembro, Ciro tinha 17% das intenções, empatado tecnicamente com Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
Ao fim do mês, a AtlasIntel exibiu Ciro com 15,6%, atrás de Marcelo e Júlio, que registraram mais de 26%.
Linha cronológica do Caso Master pré-eleição
A relação entre os dois também havia sido exposta em documentos da Polícia Federal anteriormente. No dia 16 de setembro, a PF investigava relação entre Ciro e Vorcaro em supostos pagamentos de R$ 6 milhões a uma empresa ligada à família do senador durante 2024 e 2025.
Ainda conforme a PF, Vorcaro teria enviado projetos de interesse do Banco Master e mantido contato frequente com o senador. Ciro negou as irregularidades.
Derrota em meio a avanço nacional da direita
A não reeleição de Ciro também chama atenção pelo avanço dos partidos associados ao campo político de direita em 2026
O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, conquistou 19 de 54 cadeiras no Senado, estabelecendo um total de 28 na Casa . Na Câmara, a sigla elegeu 121 deputados federais, consolidando a maior bancada.
Para Governo, as siglas PL, PP (de Ciro) e Novo (coligações) avançaram nacionalmente, enquanto o candidato a senador, que ajudaram a sustentar Bolsonaro durante mandato do ex-presidente, perdeu a cadeira para o Senado.