
O Partido Liberal (PL) conseguiu se destacar entre os demais após o primeiro turno das eleições de 2026. Além de liderar a corrida presidencial, com Flávio Bolsonaro, a sigla elegeu mais governadores, senadores e deputados.
Ao final da primeira etapa das eleições, o partido viu Flávio Bolsonaro superar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com cerca de 47% dos votos válidos. O petista terminou o primeiro turno com 45%. Os dois disputam o segundo turno.
Além disso, a legenda conseguiu eleger diretamente cinco governadores. O partido venceu em todos os três estados da região Sul. Com Sérgio Moro eleito no Paraná, Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul.
Além deles, no Norte, foram eleitos Marcos Rogério, em Rondônia, e Arthur Henrique, em Roraima.
O número pode aumentar ainda mais no segundo turno, já que a legenda tem dois candidatos em disputa para governador no segundo turno.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas enfrenta Eduardo Paes (PSD) . No primeiro turno, o candidato do PL terminou com mais de 49% das intenções de voto, contra 42,7% de Paes.
O PL também tem representante para a disputa do governo do Amazonas. Maria do Carmo representa a legenda contra Omar Aziz (PSD). Porém, diferente do Rio de Janeiro, Maria do Carmo ficou em segundo, com 24,72%. Omar Aziz somou 40,38% das intenções de voto.
Senado
Já no Congresso Nacional, o partido conquistou 19 das 54 cadeiras em jogo, o equivalente a 35,2% do total das vagas.
O número foi suficiente para redesenhar o equilíbrio de forças no Senado, já que, em 2027, o PL deve começar com 28 senadores e a maior bancada do Congresso. Será a maior representação de um partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988.
O recorde anterior era de 1999, com o partido PMDB, que iniciou a legislatura com 27 senadores.
Outro recorde é o maior número de senadores conquistados por uma mesma legenda em uma única eleição. Com os 19 eleitos do PL, a legenda superou a marca de 14, que foi alcançada duas vezes pelo PMDB, em 1994 e 2010, e também uma vez pelo PFL, em 2002.
Veja todos os eleitos do PL para o Senado:
- Marcio Bittar (AC)
- Michelle Bolsonaro (DF)
- Bia Kicis (DF)
- Gustavo Gayer (GO)
- Domingos Sávio (MG)
- Reinaldo Azambuja (MS)
- Capitão Contar (MS)
- Zé Medeiros (MT)
- Carlos Portinho (RJ)
- Carlos Jordy (RJ)
- Filipe Barros (PR)
- Dr. Fernando Máximo (RO)
- Bruno Scheid (RO)
- Nicoletti (RR)
- Sanderson (RS)
- Carol de Toni (SC)
- Carlos Bolsonaro (SC)
- André do Prado (SP)
- Eduardo Gomes (TO)
Além disso, das 54 cadeiras disputadas neste último domingo (04), 40 serão ocupadas por novos nomes. Ao todo, o índice de renovação entre as vagas do Congresso chegou a 74%.
Deputados
O PL também registrou recordes e conquistou um grande número de vagas para a Câmara dos Deputados.
Ao todo, o Brasil elegeu 4.513 deputados federais. Desse número, o PL ficou com 121 cadeiras, sendo a maioria também na Câmara.
Além disso, o partido quebrou o recorde com as duas maiores votações individuais para o cargo. Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira recebeu 3,1 milhões de votos e se tornou o deputado mais votado da história.
Atrás de Nikolas, mas com outro recorde, Lucas Pavanato teve 3.038.185 votos em São Paulo. O número representa cerca de 12,8% dos votos válidos para deputado federal no estado paulista.
Os dois superaram o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro, também do PL, em votos nominais para deputado federal. Em 2018, ele foi eleito por São Paulo em 2018 com 1,8 milhão de votos.
Outro número que chama atenção é o de números absolutos de votos para as vagas estaduais. O partido terminou as eleições com os três deputados mais votados.
Em São Paulo, Eduarda Campopiano recebeu 1.956.238 votos. Em Minas Gerais, Bruno Engler ficou com 675.932 votos e Ana Campagnolo, em Santa Catarina, recebeu 387.523 votos.