Ao votar, Renan Santos diz que eleição de 2026 é a "mais bizarra"

Candidato à Presidência da República pelo Missão votou, na manhã deste domingo (4), em escola na Vila Friburgo, na Zona Sul de São Paulo

Candidato à Presidência, Renan Santos
Foto: Reprodução/X
Candidato à Presidência, Renan Santos

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) votou, na manhã deste domingo (4), na Vila Friburgo, na Zona Sul da cidade de São Paulo. 


Durante o voto, Renan disse que considera essa eleição como a mais "bizarra" da história. 

Essa é a eleição mais bizarra de todos, a mais estranha desde a redemocratização [...] Ninguém discutiu nada, foi uma eleição vazia, construída para ser vazia porque as forças políticas que hoje são majoritárias são envolvidas em escândalos de corrupção gigantescos. [...] É muito triste que o país vote em um cara completamente covarde, desqualificado, burro como o Flávio. Nenhum eleitor do Flávio sabe explicar porque vota nele.
Candidato à presidência, Renan Santos


Quem é Renan Santos?

Renan Antônio Ferreira dos Santos  tem 42 anos e nasceu em São Paulo, no dia 14 de fevereiro de 1984. Cresceu no tradicional bairro da Mooca, na capital paulista, ele é filho do advogado Mário Jorge Ferrera dos Santos e da psicóloga Suelli Ferreira dos Santos. Cresceu num ambiente familiar que unia os debates sociais com o meio jurídico.

Conhecido por figurar nos debates políticos nas redes sociais e nas grandes mobilizações de rua nos últimos dez anos, Renan Santos se candidata pela primeira vez a um cargo eletivo. Ativista, músico, empresário, escritor e agora político, ele é candidato a cadeira de presidente pelo recém criado partido Missão.

Ele é guitarrista na banda brasileira de rock Limão Rosa criada por ele que além das cordas, comanda o vocal e a gaita. Curiosamente, a banda tem como integra pessoas conhecidas no Movimento Brasil Livre (MBL), que além do Renan, tem o Arthur do Val como baterista.

Estreante no pleito de 2026

Renan Santos fez seu nome nos bastidores da política. Ele ganhou visibilidade entre 2013 e 2014, ao fundar e coordenar o MBL, grupo que liderou protestou de grande impacto no Brasil. É a primeira vez que ele se candidata na política e mira alto, no cargo da Presidência da República.

Um década depois, liderou o processo de criação de um novo partido que é ligado ao MBL, sob a principal bandeira de "tolerância zero" baseada na chamada direita pragmática. O Missão recebeu o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)   dois anos após, em novembro de 2025 e integra o rol dos 30 partidos políticos brasileiros. 

Apesar da postura e falas polêmicas, o  paulista que é altamente ativo no ambiente digital, defende a voz e participação dos jovens na política como a "terceira via" para a política brasileira.