
Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho da Baixada” e apontado pelas autoridades como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na manhã da última terça-feira (22).
Prieto era procurado pela Justiça desde 2022, quando foi resgatado de uma unidade policial no Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele era acusado de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo.
A prisão foi realizada pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da polícia boliviana, após uma troca de informações com autoridades federais brasileiras e com a Polícia Civil de São Paulo.
No Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, agentes armados aguardavam para escoltar Betinho até a sede do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) e com a defesa de Roberto Prieto, mas não obteve retorno . O espaço segue aberto para manifestações.
O resgate de “Betinho da Baixada”
Na madrugada de 14 de janeiro de 2022, criminosos armados resgataram dois homens que estavam detidos em uma cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral de São Paulo.
Os criminosos fizeram vários disparos para impedir que os agentes que estavam no prédio reagissem. Depois, usaram escadas para chegar ao pátio interno da unidade e ajudar Roberto Prieto Filho e Pablo Ribeiro Lopes a fugir. Os dois são apontados pelas autoridades como suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação teria durado entre 15 e 20 minutos. Após o resgate, os criminosos deixaram a região em um veículo.
Prieto e Lopes haviam sido presos um dia antes pela Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém. Durante as buscas, os policiais apreenderam um tijolo de cocaína de alto teor que, segundo a investigação, seria destinado à exportação. Na data do resgate, eles passariam por audiência de custódia e, posteriormente, seriam encaminhados ao sistema prisional.