Bandeira de Israel
Reprodução: Flickr
Bandeira de Israel

Pouco antes deste Yom Kippur, o Dia do Perdão e uma das datas mais sagradas do calendário judaico, me lembrei da minha segunda visita a Israel.

Ao entrar no complexo do Yad Vashem, o Centro Mundial de Memória do Holocausto, em Jerusalém, passamos por uma seção em que é exibido um vídeo de crianças cantando uma canção que fala sobre esperança, sobre a alma judaica e sobre o desejo de que o povo judeu pudesse um dia ter novamente uma nação em sua própria terra.

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Léo Maksoud Rosenthal, 19 anos, é estudante do 4º semestre de Direito na PUC-SP. É coordenador de eventos do COJUNI (Coletivo Judaico Universitário) e estagiário no CPDP Advogados.

Aquelas crianças, que sonhavam com esse futuro, foram assassinadas no Holocausto. Elas nunca chegaram a ver o sonho se concretizar. Anos depois, aquela canção, chamada Hatikvah, “A Esperança”, se tornaria o hino nacional do Estado de Israel.

Isso me trouxe um pensamento para este Yom Kippur.

O Dia do Perdão é um momento de profunda reflexão, arrependimento e renovação. É um dia para olharmos para aquilo que passou, reconhecermos nossas falhas e pensarmos no que ainda precisa ser transformado. Acolher os ensinamentos recebidos das gerações que vieram antes de nós e pensar no que faremos com essa memória, essa identidade e essa história, para que possamos sempre passar o melhor de nós para a próxima geração e, assim, melhorar como pessoas e como povo.

Por mais difíceis que os momentos possam parecer, por mais que tentem nos reprimir, apagar nossa identidade ou colocar medo em nós, precisamos lembrar que, no fundo do coração judeu, existe uma esperança que atravessou gerações. Uma esperança que carrega força, resiliência e uma história de milhares de anos. Uma história que se recusa a ser apagada.

Devemos nos lembrar sempre de que, por mais diferentes que sejamos uns dos outros, pelas nossas diversas origens, opiniões e culturas, somos todos membros de um mesmo povo: o povo judeu. E devemos permanecer unidos e resilientes, para nunca esquecermos quem somos, de onde viemos e aquilo em que acreditamos.

A esperança de um Estado judeu, que durante tanto tempo pareceu um sonho distante, hoje é uma realidade.

Por isso nós, judeus, devemos agradecer todos os dias por vivermos em uma época em que podemos testemunhar essa realidade. Devemos também lembrar e lamentar aqueles que não tiveram a oportunidade de viver para ver o sonho de um Estado judeu se realizar.

E devemos rezar e lutar para que essa esperança, essa identidade e essa história milenar sejam transmitidas por incontáveis gerações que ainda estão por vir.

Para que esse hino nunca volte a ser apenas uma canção…

עם ישראל חי

*Léo Maksoud Rosenthal, 19 anos, é estudante do 4º semestre de Direito na PUC-SP. É coordenador de eventos do COJUNI (Coletivo Judaico Universitário) e estagiário no CPDP Advogados.

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