Ponte de 1,6 km entre Goiás e MT avança sobre o Rio Araguaia

Estrutura integra a FICO, que parte de Mara Rosa, em Goiás, e já superou 55% de execução; conclusão de trecho é prevista para abril de 2027

Ponte ferroviária da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) sobre o Rio Araguaia, na divisa de Goiás com Mato Grosso
Foto: Edverton Monte
Ponte ferroviária da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) sobre o Rio Araguaia, na divisa de Goiás com Mato Grosso

As obras da ponte ferroviária que vai atravessar o Rio Araguaia entre Goiás  e o Mato Grosso avançaram para uma das mais etapas mais complexas da construção . Com aproximadamente 1,6km de extensão, a estrutura integra a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e fará a ligação ferroviária entre Aruanã, no lado goiano, e Cocalino, em Mato Grosso.

Segundo a Construtora Aterpa, a obra chegou na fase de concetragem do balanço sucessivo, técnica utilizada para a construção do vão principal sobre o rio. Em junho, foram concretadas a laje superior da aduela que servirão de ponto de partida para o avanço da obra.

Tida como uma das principais obras de engenharia da FICO, a ferrovia que começa em Mara Rosa, no Norte de Goiás, e segue até Água Boa, em Mato Grosso, tem a previsão de ser concluída em abril de 2027.

Ponte terá vão de 140 metros sobre o Araguaia

O projeto executivo da travessia foi aprovado pela ANTT em abril de 2024. A estrutura terá cerca de 1.600 metros e foi projetada com um trecho principal construído pelo método de balanços sucessivos. O maior vão terá 140 metros e foi dimensionado justamente para preservar a faixa navegável do Rio Araguaia.

Além do vão principal, o projeto prevê outros 40 vãos adjacentes. A ponte está localizada aproximadamente entre os quilômetros 226 e 228 da FICO e faz parte do Pacote 7 do Lote 2 da ferrovia.

Ferrovia começa em Goiás e se conecta à Norte-Sul

Para além da travessia do Araguaia, a FICO deve se conectar à Ferrovia Norte-Sul, que já atravessa o território goiano. Com isso, a nova ferrovia deverá permitir que cargas produzidas no Vale do Araguaia e em Mato Grosso cheguem à malha nacional por meio de Goiás.

A conexão abre alternativas para o transporte de soja, milho, fertilizantes e outros produtos. Estudos citados pela ANTT indicam que cerca de 80% da demanda projetada para o corredor será composta por granéis sólidos vegetais. A soja deverá responder por aproximadamente 46% da movimentação prevista, enquanto o milho representa outros 28,5%.