A PEC pelo fim da escala 6x1 é tema de debate temático no Plenário do Senado na próxima quarta (1º). O texto estava totalmente parado na Casa desde 27 de maio, quando foi aprovado pela Câmara
Andressa Anholete/Agência Senado
A PEC pelo fim da escala 6x1 é tema de debate temático no Plenário do Senado na próxima quarta (1º). O texto estava totalmente parado na Casa desde 27 de maio, quando foi aprovado pela Câmara

Após 27 dias emperrada no Senado Federal, o debate sobre o  fim da escala de trabalho 6x1 ganha novo capítulo no Congresso Nacional e tem destino certo. Senadores vão debater em sessão temática na próxima quarta-feira, 1º de julho, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019).

O movimento acontece após a matéria ficar pouco mais de um mês paralisada na Casa, desde sua aprovação pela Câmara dos Deputados, em 27 de maio.

A reunião  dá o play nos trabalhos legislativos dos senadores sobre a PEC pelo fim da escala de seis dias trabalhados por um de descanso .

Esse primeiro encontro tem como principal objetivo avaliar de forma ampliada os impactos no setor produtivo, econômico e social do novo modelo proposto de escala e jornada de trabalho vai ter em todas as regiões do país.

Porém, não foi o presidente do senado, Davi Alcolumbre (União), que direcionou os trabalhos como era esperado. Um bloco partidário entrou com requerimento oficial na Casa - REQ 414/2026 -, tomando a iniciativa de tratar do assunto.

A justificativa do pedido foi que o objetivo da sessão temática é construir soluções junto ao parlamento e uma promessa de levantar e analisar "experiências internacionais e possíveis modelos de transição para a modernização das relações de trabalho no país".

Os líderes dos blocos parlamentares Aliança — Dr. Hiran (PP); Vanguarda —Wellington Fagundes (PL); Pelo Brasil — Weverton (PDT); e Democracia — Professora Dorinha Seabra (União) encabeçaram a formação da sessão para o primeiro dia de julho, 17 dias antes do recesso parlamentar.

A iniciativa contribuirá para ampliar a compreensão sobre os impactos da eventual alteração constitucional, subsidiando o Parlamento na construção de soluções equilibradas, socialmente responsáveis e economicamente sustentáveis para o mercado de trabalho brasileiro. Trecho do requerimento que abriu debates no Senado

Trava do presidente

O posicionamento oficial do presidente do Senado, tem sido construído pelo colchão da cautela. Alcolumbre defende discussões preliminares mais profundas com setores da sociedade civil e da economia, trabalhadores, empresários e gestores públicos.

O  chefe do Senado disse que só quando esgotado esse amplo debate que o texto siga para setr votado de forma definitiva no Plenário. 

E este é o motivo de uma audiência pública tão relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar a construir o entendimento em relação a esta matéria. Davi Alcolumbre, na sessão deliberativa em 17 de junho de 2026


O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União)
Waldemir Barreto/Agência Senado
O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União)
















A PEC que está em jogo

A proposta que está na mesa dos senadores é sobre a nova definição da jornada máxima de trabalho que hoje é de 44 horas e um dia de descanso semanais - escala 6x1.

O texto da PEC propõe a redução para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso ao trabalhador - batizada de escala 5x2.

O texto aprovado na Câmara estabelece ainda que a mudança da escala e jornada de trabalho seja progressiva: ao longo de 14 meses os setores diminuiem duas horas semanais em seis meses e depois mais duas horas, até cumprir o prazo máximo de transição de um ano e dois meses, partindo da data da promulgação (aprovação total).

Nesse período é proibido expressamente a redução salarial. 

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