
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional desta terça-feira (2), que o governo brasileiro vai intensificar a articulação diplomática para tentar evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
Segundo o ministro, a medida proposta pelas autoridades americanas ainda não é definitiva e há espaço para negociação.
Governo intensifica negociações
Durigan classificou como "muito injusta" a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que prevê uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
O governo brasileiro avalia que a decisão tem motivação política e teme impactos sobre empresas, empregos e a economia do país.
Veja que foi uma recomendação. Não está dado ainda o aumento de tarifa. Tem um período. O ministro Mauro Vieira está amanhã na OCDE com o (Jamieson) Greer, responsável por essa recomendação. Eu mesmo tenho compromissos internacionais, não afasto a hipótese de ir aos Estados Unidos ou entrar em contato com o Scott Bessent, que é secretário do Tesouro. E o presidente Lula certamente vai querer fazer contato com o presidente Trump para que isso não aconteça, porque é uma medida muito injusta Dario Durigan, ministro da Fazenda
Durigan alerta para efeitos de novas barreiras comerciais
Ainda durante a entrevista, o ministro ressaltou que a economia mundial já enfrenta um cenário de instabilidade em razão dos conflitos internacionais e alertou que a imposição de novas barreiras comerciais pode trazer consequências para a atividade econômica brasileira.
Mais cedo, em pronunciamento à imprensa, Durigan também criticou a atuação de grupos que, segundo ele, fazem lobby contra os interesses brasileiros no exterior. Para a autoridade, esse tipo de movimentação acaba prejudicando empresários e trabalhadores do país.
Tarifa adicional ainda depende de decisão da Casa Branca
A reação do governo ocorre após os Estados Unidos classificarem práticas comerciais brasileiras como "irrazoáveis" e recomendarem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações do Brasil.
No entanto, a medida ainda depende de uma decisão final da Casa Branca e deverá ser alvo de negociações diplomáticas nas próximas semanas.