Homem é preso após matar namorada e tentar herdar apartamento
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Homem é preso após matar namorada e tentar herdar apartamento

Uma morte inicialmente tratada como suicídio foi confirmada como feminicídio pela Polícia Civil de Belo Horizonte. O homem ainda buscou o reconhecimento de uma união estável para herdar o apartamento da vítima.

As informações são da polícia e foram divulgadas nesta quarta-feira (20).

O caso foi registrado em 9 de fevereiro, no bairro Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma jovem de 22 anos, identificada como Giovanna Neves Santana Rocha, foi encontrada morta no apartamento em que vivia.

A morte passou a ser investigada como feminicídio após um laudo da perícia apontar asfixia por sufocação direta.

As investigações também apontam que o namorado estaria interessado na herança da jovem, um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil.

De acordo com a delegada Ariadne Coelho, titular do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o investigado se mudou para o apartamento após a morte de Giovanna.

Após a morte, ele permaneceu no imóvel, restringiu o acesso da família e buscou o reconhecimento judicial de união estável, ponto considerado relevante na apuração por possível motivação patrimonial.” delegada Ariadne Coelho

A delegada também levou em consideração o comportamento da vítima, que mudou de forma brusca após o relacionamento.

Descrita por familiares como estudante dedicada, comunicativa e envolvida em seus projetos acadêmicos, a vítima começou a apresentar retraimento social, insegurança emocional, afastamento gradual da família e dependência psicológica crescente do suspeito, além de passar a consumir bebida alcoólica e maconha.” delegada Ariadne Coelho

A polícia ainda afirma que ele tentou manipular a cena do crime para que a morte parecesse um suicídio.

Além disso, imagens do circuito de segurança do prédio mostraram o homem deixando o apartamento na manhã do dia em que Giovanna foi encontrada morta. Ele foi a última pessoa a ter contato com a jovem.

O homem tem 45 anos e foi preso preventivamente na última sexta-feira (15). Ele foi encontrado no apartamento da vítima.

Giovanna Neves Santana Rocha
Reprodução/redes sociais
Giovanna Neves Santana Rocha



Outro caso em BH

Em 2024, dois anos após a morte da advogada Carolina Magalhães, em 8 de junho 2022, aos 40 anos, em Belo Horizonte, o caso tratado inicialmente como suicídio também teve a  mesma reviravolta.

A polícia passou a investigar a morte da mulher como homicídio triplamente qualificado. O principal suspeito era o namorado de Carolina na época, o também advogado Raul Lages.

Familiares e amigos da vítima nunca concordaram com a versão de suicídio relatada por Raul, que dizia não estar no apartamento quando a vítima caiu do oitavo andar.

Logo após o ocorrido, o irmão de Carolina, o também advogado Demian Magalhães, começou a recolher provas.

Em outubro de 2025, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza considerou as provas do processo suficientes para admitir a hipótese de um crime cometido por motivo torpe, contra mulher.

Na mesma sentença, ela concedeu a Raul Lages o direito de recorrer em liberdade.

O advogado vai a júri popular, ainda sem data. Ele será julgado por feminicídio.

Imagens das câmeras de segurança mostram que Ra
Reprodução/Fantástico (TV Globo)
Imagens das câmeras de segurança mostram que Ra



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