Segundo os médicos, o bebê era compatível com 30 semanas de nascido
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Segundo os médicos, o bebê era compatível com 30 semanas de nascido

Morreu o recém-nascido abandonado no vão entre muros de residência s, em Caaporã, na Paraíba. O bebê estava internado no Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa, após ser resgatado na última terça-feira (19). Segundo informações da unidade de saúde, a criança apresentava corto-contuso na região frontal da cabeça, o que provocou a perda de muito sangue. 

O diretor-geral do Hospital Edson Ramalho, Aluízio Lopes, informou que o recém-nascido teve nove paradas cardiorrespiratórias. Ainda de acordo com Lopes, foi constatado que se tratava de um bebê compatível com 30 semanas de nascido, ou seja, prematuro.

Quando se conseguiu controlar minimamente e observar mais o bebê, foi constatado que se tratava de um recém-nascido compatível com 30 semanas de nascido. Só por isso, já se tratava de um paciente grave e que já estava em risco de morte, além de que já estava politraumatizado. Houve nove paradas cardíacas. Tudo que era possível na medicina foi feito para salvar a vida desse paciente, mas, por todo esse contexto, infelizmente o bebê veio a óbito" Aluízio Lopes, diretor-geral do Hospital Edson Ramalho








Relembre o caso

O recém-nascido foi abandonado entre duas paredes na cidade de Caaporã, na região metropolitana de João Pessoa (PB). Ele foi l ocalizado por moradores da região, após escutarem barulhos vindos do quintal. Ao identificar que se tratava de uma criança, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado.

Socorristas do Samu afirmam que a criança é prematura e foi encontrada com quadro grave de hipotermia, arranhões pelo corpo, como também foi constatado um trauma no tórax. O recém-nascido permaneceu internado e entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Mãe foi identificada

Conforme o delegado responsável pelo caso, Edernei Hass, uma adolescente de 17 anos foi identificada como a mãe do bebê. Ainda de acordo com Hass, ela teria entrado em trabalho de parto e dado à luz sozinha, na última terça-feira (19), no banheiro de casa. 

O delegado afirma que, em seguida, ela teria ido ao quintal e jogado a criança no vão entre os muros. Hass aponta que a adolescente teria escondido a gravidez por medo da reação dos pais. 

Pela manhã, ela sentiu fortes dores, foi para o banheiro e, ali teve a criança. Imediatamente, pegou a criança, subiu em uma muretinha e lançou a criança onde ela foi encontrada. Ela se manteve em silêncio até a polícia chegar a ela, fazer o exame"Delegado Edernei Hass






Após a realização dos exames, a adolescente, que vive em situação de vulnerabilidade, foi ouvida pela polícia. O pai do bebê não foi localizado.

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