Criminosos tinham esquema ousado para invadir as residências em SP
Reprodução/TV Globo
Criminosos tinham esquema ousado para invadir as residências em SP

Quadrilha roubou pelo menos 30 casas nas áreas nobres de São Paulo. O uso de drones e armas de guerra surpreende pela estratégia do grupo criminoso, que agia usando câmeras de monitoramento para escolher e acompanhar a rotina dos alvos. 

De acordo com reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida neste domingo (12), os criminosos recorriam à violência extrema, acompanhada de ameaças, para intimidar as vítimas durante as invasões às residências. As ações ocorriam de madrugada, justamente para evitar suspeitas, e geralmente enquanto os moradores dormiam.

Entenda o caso

Segundo delegado, Fábio Sandrini que acompanha as investigações o grupo tinha um modus operandi de fazer um levantamento prévio das pessoas e dos imóveis.  

Em áudios obtidos pela polícia mostram como os locais eram escolhidos de forma estratégica e bem-pensada, com uso de tecnologia. Os criminosos analisavam detalhes das residências, especialmente câmeras de segurança, guaritas e acessos laterais para facilitar o acesso as futuras invasões. 

Desdobramentos

De acordo, com os investigadores a audácia da quadrinha era tão grande que, eles tinham olheiros para viabilizar a ação, além de instalar câmeras próximos as residências que seriam monitoradas. 

Os criminosos instalaram o dispositivo conectado à internet, para monitorar a movimentação das vítimas 24 horas por dia. Com esses dados em tempo real, eles planejavam e executavam as ações com mais precisão.  

Investigação

A polícia já identificou 25 pessoas envolvidas no esquema, das quais 16 foram presas até o momento. Entre os detidos estão nomes considerados centrais na estrutura da quadrilha, incluindo um dos líderes e um suspeito conhecido pelo apelido de Terrorista.

Outro investigado é Minotauro, apontado como chefe do grupo e preso em setembro do ano passado. Segundo a polícia, ele teria indicado o paradeiro de parte dos bens mais valiosos roubados pela quadrilha.


Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o planejamento estratégico da fuga. Já os itens de luxo roubados eram separados de forma minuciosa, indicando uma divisão organizada dos lucros após as invasões em residências de alto padrão.

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