Cristiano Zanin vota no julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco
Gustavo Moreno/STF
Cristiano Zanin vota no julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco

O ministro Cristiano Zanin acompanhou integralmente o voto do relator, Alexandre de Moraes, para condenar os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão como os mentores intelectuais dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorridos em 2018, e demais réus como colaboradores e por integrar organização criminosa.

Veja como foi o voto de Alexandre de Moraes

Com o voto de Zanin, a Corte forma uma base sólida de 2 a 0 contra os réus. O ministro ressaltou em sua fundamentação que, embora o processo penal exija rigor na análise de delações premiadas, as provas de inteligência, os dados telemáticos e o contexto político apresentados pela Polícia Federal e pela PGR são suficientes para superar a dúvida razoável.

Para Zanin, ficou comprovado que Barbosa utilizou seu cargo de confiança para "vender" impunidade, agindo como um arquiteto da obstrução que impediu o esclarecimento do atentado por mais de seis anos. O ministro destacou que a conduta do delegado feriu de morte a credibilidade das instituições de segurança do Estado.

O peso do voto de Zanin

Para observadores jurídicos, o voto de Zanin é emblemático por sua característica técnica. Ao validar a tese de Moraes sobre o "sequestro das estruturas do Estado" pela milícia e pelos Brazão, o ministro praticamente isola as estratégias de nulidade tentadas pelos advogados de defesa no primeiro dia de julgamento.

Agora, o placar está a apenas um voto de formar a maioria necessária (3 de 4 ministros) para a condenação definitiva. O julgamento prossegue com os votos dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia.

*Reportagem em atualização

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