Geraldo Alckmin em reunião com os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP)
Foto: Cadu Gomes/VPR
Geraldo Alckmin em reunião com os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP)

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, disse nesta quarta-feira feira (11) que o  acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode ser aprovado pela Câmara até o fim de fevereiro.

A declaração foi feita após reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), e com a senadora Tereza Cristina (PP).

O vice-presidente disse a Câmara decidirá se vota em plenário ou se cria comissão especial.

“Estamos otimistas que passe até o fim de fevereiro, para depois ir ao Senado, que criou um importante grupo de trabalho para aprimorar todas as salvaguardas”, afirmou Alckmin, acrescentando que  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enviou à Câmara a mensagem para internalização do acordo, após assinatura pelos 4 países do Mercosul.

Geraldo Alckmin defende o acordo, destacando que a medida amplia mercados, atrai investimento e fortalece setores estratégicos da economia.

Análise adiada no Congresso

A expectativa era de que o acordo fosse votado na reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul desta terça-feira (10).

O relatório foi lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT), mas  a análise do documento foi interrompida após um pedido de vista do deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB-PE).

Com isso, o texto será debatido novamente em 24 de fevereiro.

Integração comercial

Para Alckmin, o acordo representa “o maior tratado entre blocos do mundo” e consolida estratégia de integração comercial iniciada com Mercosul-Singapura e Mercosul-Efta, bloco formado por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia.


"Algumas indústrias não sobrevivem sem o comércio exterior. O comércio exterior é emprego, renda e oportunidade. Estamos otimistas", declarou o vice-presidente da República, citando a  Embraer e a indústria de defesa como exemplos de setores que dependem de exportações para manter escala e competitividade.

Para ele, o acordo com a União Europeia, que reúne 27 países e 720 milhões de pessoas, abre mercado de US$ 22 trilhões.


    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes