
A Polícia Civil de Goiás localizou o corpo de Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em uma área de mata, em Caldas Novas, na manhã desta quarta-feira (28). O síndico do prédio onde ela morava e o filho foram presos, suspeitos da morte e do desaparecimento da corretora de imóveis
Daiane foi vista pela última vez, no dia 17 de dezembro do ano passado, entrando no elevador e seguindo ao subsolo do condomínio onde morava, para religar a energia do apartamento. Um dia antes de desaparecer, a corretora já havia enfrentado o mesmo problema com a interrupção e feito o mesmo trajeto que repetiria no dia seguinte, quando não foi mais vista.
Mãe sem notícias da filha
Nilse Alves Pontes, mãe da corretora, procurou a polícia, no dia 18 de dezembro de 2025, para registrar o boletim de ocorrência, após chegar em Caldas Novas e não encontrar a filha. Segundo ela, o celular de Daiane ficou sem sinal e ela não entrou em contato com nenhum familiar.
“Eu cheguei, não encontrei por ela. E eu já estava preocupada porque desde o dia anterior ela não me respondia”, acrescenta Nilse.Após não ter mais conseguir falar com a filha, dona Nilse foi até o apartamento dela e constatou que nada havia sido tirado do lugar.A Polícia Civil também esteve no apartamento da corretora e recolheu um notebook, além de escovas de dente, para coleta de material genético.
A família procurou os amigos e foi até a academia onde ela treinava jiu-jitsu, mas ninguém sabia o paradeiro da mulher.

A mãe contou aos policiais que a filha não tinha nenhum relacionamento amoroso e tem uma filha de 17 anos, com quem tinha contato frequente.
Ainda segundo a polícia, a corretora tinha um antigo atrito com o síndico do condomínio envolvendo locações e vendas de apartamentos, inclusive outros boletins de ocorrências já tinham sido registrados devido a esses desentendimentos.Problemas antigos
Segundo o processo, ao qual o Portal iG teve acesso, Daiane entrou com um processo no ano passado contra o condomínio onde morava após ter o fornecimento de energia interrompido no dia 4 de junho de 2025, mesmo sem qualquer pendência financeira.
Após contatar a empresa de energia, ela descobriu que não tinha nenhum débito em seu nome. Nesse momento, ela procurou a administração do condomínio e recebeu a justificativa de que o serviço teria sido suspenso por suposto descumprimento do regimento interno. Segundo o condomínio, a moradora estaria exercendo atividade de marcenaria no local, além de alegar supostas irregularidades na instalação elétrica do apartamento.
Em coletiva, os delegados André Luiz Barbosa, Rodrigo Pereira, Pedromar de Souza e João Paulo Ferreira Mendes informaram que o sindico do prédio confessou o crime e está sendo indiciado por assassinato e ocultação de cadáver.
Na confissão, o síndico diz que retirou o corpo de Daiane do prédio durante a troca de turnos dos porteiros, fazendo com que não vissem o corpo da corretora sendo retirado.
Já o filho responde apenas por obstrução e ainda está sendo verificado se há participação, além de ter dado um novo celular para o pai.