Estudantes encaram segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Estudantes encaram segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

O segundo dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, realizado neste domingo (16) em várias cidades do país, reuniu cerca de 3,5 milhões de candidatos.

Assim como no primeiro domingo da prova (9), os portões abriram às 12 horas e foram fechados às 13 horas (horário de Brasília). A organização do exame não permite entrar após o fechamento dos portões. As provas iniciaram às 13h30 e o término está marcado para 18h30.

Neste período de cinco horas, os candidatos encaram 45 questões de Matemática e 45 de Ciências da Natureza

O tempo mínimo de permanência no exame é de duas horas, ou seja, os participantes só podem deixar o local de provas a partir das 15h30. O caderno de questões, no entanto, só pode ser levado quando estiver faltando apenas 30 minutos para o término do exame.

O ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, participarão de coletiva de imprensa, a partir das 19 horas, na sede do Inep, em Brasília, para apresentar um balanço da aplicação dos dois dias de prova, com dados preliminares.

Os resultados do exame serão divulgados somente em janeiro de 2026.

O Portal iG atualiza, em tempo real, as principais informações sobre esse segundo dia de provas, incluindo comentários de professores. Acompanhe.

18h30 - Fim de prova

Em todo o país, está encerrado o tempo regular do Enem 2025 neste segundo e último dia de exame, nos mais de 11,7 mil locais de provas, distribuídos em mais de 1,8 mil municípios brasileiros, segundo o Ministério da Educação.

O participante com solicitação de tempo adicional aprovada pelo Inep terá direito a 60 minutos extras. No caso dos candidatos que tiveram solicitação para o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras) aprovada pelo Inep, o acréscimo será de 120 minutos.

18h22 - Prova cansativa, mas equilibrada

Na reta final do segundo e último dia do Enem, o coordenador do Colégio e Sistema pH, Diogo D'Ippolito, faz uma avaliação do exame, definindo a prova como cansativa ainda, mas equilibrada nesta edição.

Segundo ele, o Enem continua com muitas questões e um tempo relativamente apertado, mas esta edição de 2025 mostrou mais equilíbrio: textos mais curtos, cálculos menos desgastantes e um gerenciamento de tempo mais viável para a maioria dos candidatos.

Falando das áreas, dentro de Ciências da Natureza, ele concorda que Química chamou bastante atenção este ano, sendo a disciplina mais conteudista da prova. Os enunciados, por si só, não eram suficientes para resolver as questões e isso elevou um pouco a exigência do componente, mas ainda dentro do esperado.

Ainda segundo D'Ippolito, Física se destacou por um nível de dificuldade mais elevado em relação aos outros componentes de Ciências da Natureza. Nada fora da curva, mas foi certamente a disciplina que mais exigiu atenção dos estudantes.

Em contrapartida, Biologia veio mais acessível do que Química e Física, com textos que ajudavam o candidato a se aproximar da resposta pela interpretação.

Em Matemática, a prova surpreendeu positivamente ao trazer questões mais objetivas, com cálculos diretos e menos extensos. 

Para o coordenador, no geral, o Enem mais uma vez se mostra uma prova atual, conectada com temas contemporâneos, problemas da vida real e assuntos relevantes que fazem parte do cotidiano dos jovens brasileiros.

Essa característica continua contribuindo para uma avaliação que exige não só conhecimento, mas também leitura de mundo.

18h10- Prova coerente com o primeiro dia

Para Átila Zanone, coordenador do Fibonacci Sistema de Ensino, a prova do segundo dia manteve coerência com a do primeiro, trazendo enunciados mais curtos e diretos, o que agilizou a interpretação. Porém, isso veio acompanhado de muitas questões técnicas.

Ainda segundo Zanone, em Matemática, embora a prova geral estivesse acessível, os itens mais difíceis — envolvendo trigonometria, probabilidade, geometria analítica, logaritmos e lei dos cossenos — eram bem técnicos. Por isso, quem adotou a estratégia de priorizar questões fáceis e médias provavelmente teve melhor desempenho, inclusive pela vantagem na TRI.

Em Ciências da Natureza, ocorreu algo semelhante, mas o destaque foi para Química, considerada a parte mais pesada em cálculos (estequiometria com rendimento e reagente em excesso, eletroquímica etc.). Física também teve pontos exigentes, como uma equação logarítmica por conta de escala sonora, mas nada comparável à carga de Química.

No geral, o coordenador afirma que a prova de Natureza foi técnica e exigente, demandando boa preparação e base sólida do ensino médio.

17h51 - Prazo para solicitação de reaplicação de prova começa nesta segunda (17)

O Ministério da Educação informa que os participantes que perderam a aplicação de um ou dois dias de provas afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem, conforme previsto em edital.

A solicitação deverá ser feita a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília, por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pela equipe do Inep. Para os casos em que o pedido for aceito, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

Em Belém, Ananindeua e Marituba (PA), o Enem 2025 será aplicado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. Nessas cidades, o Cartão de Confirmação de Inscrição será disponibilizado posteriormente na Página do Participante.

As novas datas foram definidas em razão da realização da COP30, que acontece em Belém no período de aplicação regular do exame.

17h14 - Questões diretas e objetivas de Matemática

A prova de Matemática veio em nível médio e sem muita dificuldade, na opinião de Domingos Cereja, professor e autor de Matemática do Colégio e Sistema pH. Ele afirma que as questões estavam mais objetivas e mais diretas, sem exigência de cálculos muito complexos.

Domingos Cereja, no entanto, diz que sentiu falta de questões de geometria plana, diferente dos outros anos, em que elas apareceram em boa quantidade. Em compensação, foram quatro questões de geometria espacial e três de estatística envolvendo moda, média e mediana.

Também sentiu falta de questões de sequências: só apareceu uma, do tipo PA/PG, e mesmo assim sem muita dificuldade.

Ainda segundo ele, os alunos devem ter sentido dificuldade em quatro questões que estavam com nível bem puxado: uma de porcentagem, uma de probabilidade, uma de trigonometria e uma de geometria espacial — todas em nível bem difícil.

O TRI dessas deve ser bem baixo, na sua opinião. No total, foram três questões de probabilidade e duas de análise combinatória, somando cinco questões envolvendo esses conteúdos. As de análise combinatória e as duas outras de probabilidade estavam em nível médio e fácil.

16h44 - Biologia teve nível médio, sem novidades

Na avaliação da professora e autora de Biologia, Gabriella Leal, do Colégio e Sistema pH, a prova de Biologia teve nível médio, sem grandes novidades. Ela classifica a prova como equilibrada: sem textos-base muito longos e comandos claros; muitas vezes, o próprio texto-base já conduzia o aluno para o que era esperado na resposta.

Sobre os objetos de conhecimento, ela destaca que o Enem manteve o padrão de cobrar muitas questões de Ecologia. Foram várias questões sobre eutrofização, poluição térmica, ciclo biogeoquímico, captação de carbono da atmosfera, entre outras.

Houve também duas questões sobre biomas brasileiros: uma pedindo para associar deserto e caatinga; e outra sobre cerrado, em que era preciso analisar o efeito da introdução de espécies exóticas.

Outro ponto importante apontado pela professora de Biologia é que não caiu nada de fisiologia humana, o que foge um pouco dos padrões dos anos anteriores. Caiu apenas uma questão sobre vacina (bem típica), uma sobre doença parasitária (esquistossomose) e uma sobre vitamina A, abordando carência nutricional. Então, no geral, nada muito surpreendente, tudo dentro do esperado e equilibrado, segundo ela.

16h22 - Prova de Física padrão Enem

Foi como Caio Britto, professor e autor de Física do Colégio e Sistema pH, definiu a prova de Física deste domingo. Para ele, os candidatos tiveram que encarar muitas questões com pegadinhas de interpretação que exigiram raciocínio lógico.

Três questões chamaram atenção de Britto pelo nível de dificuldade: uma questão complexa sobre intensidade de nível sonoro, outra de associação de geradores, que historicamente causa muita dificuldade nos alunos, e uma questão de velocidade média que exigia um raciocínio lógico muito grande, sobre transmissor e receptor do alarme. Esta última, na opinião do professor, vai gerar certa confusão.

Em comparação com o ano passado, ainda na avaliação de Britto, a prova deste ano foi bem mais coerente na proporção entre questões teóricas e questões que envolvem cálculos.

16h06 - Professor comenta a prova de Química

Sobre a prova de Química deste domingo, segundo avaliação de Caio Zanvettor, professor e autor de Química do Colégio e Sistema pH, o nível estava de fácil para médio. Ele diz que a prova tem ficado um pouco mais conteudista ao longo dos anos, então, de modo geral, as questões não eram daquelas em que o texto consegue te encaminhar para a resposta.

Zanvettor diz ainda que o aluno realmente precisava saber o conteúdo. Quem sabia, provavelmente conseguiu resolver até sem prestar muita atenção no texto.

Com relação aos tópicos, aos objetos de conhecimento, foi tudo dentro do esperado. O professor afirma não ter percebido nenhuma mudança no estilo da prova. Estava bem padrão.

15h31 - Tempo mínimo de permanência no local do exame

Com duas horas de prova, primeiros candidatos começam a deixar o local do exame do Enem. Eles não podem levar o cartão de questões.


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