
A Polícia Federal ainda investiga o fuzileiro naval Raul Fonseca de Oliveira e seu irmão, Oliverino de Oliveira Júnior, por conta das ameaças enviadas ao ministro do STF Alexandre de Moraes e seus familiares.
Segundo a coluna Na Mira, do jornal Metrópoles, os irmãos ameaçavam metralhar os filhos do ministro e inclusive jogar uma granada no carro da família, além de degolar os familiares de Moraes.
Segundo Paulo Gonet, procurador-geral da república, o comportamento dos irmãos “evidencia com clareza o intuito de, por meio das graves ameaças a familiares do ministro Alexandre de Moraes, restringir o livre exercício da função Judiciária pelo magistrado do Supremo Tribunal Federal à frente das investigações relativas aos atos que culminaram na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito em 8 de janeiro”.
Segundo o procurador, não há, até o momento, evidências que comprovem a existência de um crime e indícios de autoria de Raul Fonseca de Oliveira e Oliverino de Oliveira Júnior.
Além das ameaças, a coluna ainda reporta que os irmãos enviaram e-mails aos familiares do ministro por cerca de 11 dias, detalhando as rotinas das potenciais vítimas. Por conta desse comportamento, foram presos por ameaça e perseguição (stalking).
Raul Fonseca foi preso preventivamente na sua casa na Ilha do Governador no Rio de Janeiro (RJ), enquanto Oliverino foi preso em São Paulo.