A condenação foi dada em júri popular, mas cabe recurso da defesa
Divulgação/TJSC - 09.08.2023
A condenação foi dada em júri popular, mas cabe recurso da defesa

Na última quinta-feira (10), ocorreu a condenação do autor de um ataque a uma creche na cidade de Saudades, em Santa Catarina, em maio de 2021. Fabiano Kipper Mai, de 20 anos, foi levado a júri popular, que o condenou a 329 anos e 4 meses de prisão, por cinco homicídios e 14 tentativas de homicídio. A pena deverá ser cumprida em regime fechado. A defesa de Mai poderá aplicar um recurso sobre a decisão.

Além da prisão, Mai deve pagar uma indenização de R$ 500 mil para a família de cada uma das vítimas, além de R$ 400 mil à família do bebê que foi socorrido e R$ 40 mil para as 14 vítimas de tentativa de homicídio. 

O crime aconteceu no dia 4 de maio de 2021, quando Mei invadiu o Centro de Educação Infantil Pró-Infância Aquarela, que contempla crianças de até três anos. Ele estava armado com uma adaga.

Mai matou duas mulheres —  Keli Adriane Aniecevski, professora de 30 anos, e Mirla Renner, funcionária de 20 anos — e três crianças de um ano —  Anna Bela Fernandes de Barros, Murilo Massing e Sarah Luiz Mahle Sehn — no ataque. Ele tentou se matar após o ataque, mas foi impedido por pessoas que estavam no local. 

Ao todo, foram dois dias de julgamento, sendo ouvidas as vítimas e as testemunhas, e depois debatido o caso entre a defesa e a acusação. O júri se reuniu às 16h da última quinta-feira para votar na sentença. 

O julgamento foi registrado nas redes sociais do Ministério Público de Santa Catarina.

O juiz que presidiu a sessão, Caio Lemgruber Taborda, disse que "a comunidade de Saudades teve a resposta do Poder Judiciário em relação a esse caso que marcou a história da nossa comarca, pouco mais de dois anos após a ocorrência do crime."

O julgamento ocorreu no Fórum de Pinhalzinho, no oeste do estado. O primeiro dia da sessão foi na quarta-feira (09). Na ocasião, ocorreram os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além do réu, que permaneceu em silêncio.

No segundo dia, outras três vítimas e uma testemunha depuseram. Após isso, a defesa e a acusação debateram sobre o caso. O promotor no MP-SC, Bruno Poerschke Vieira, afirmou que Mai "sabia exatamente o que estava fazendo", e levantou as investigações comprovam isso. Ele foi endossado pelo promotor Fabrício Nunes, que disse: "A pior dor do mundo é a de uma mãe perder um filho. Nada pode ser mais cruel, mais terrível."

As investigações mostram que ele planejou o ataque por 10 meses, e teria escolhido a escola pela facilidade, uma vez que não havia conseguido comprar armas de fogo.

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