PF abriu investigação para apurar escutas clandestinas na cela de Alberto Youssef
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PF abriu investigação para apurar escutas clandestinas na cela de Alberto Youssef

Um agente da Polícia Federal admitiu ter implantado uma escuta na cela do doleiro Alberto Youssef para ouvir conversas dos presos e abastecer a investigação da Operação Lava Jato. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela CNN Brasil.

O depoimento de Dalmey Fernando Werlang aconteceu em maio de 2015. Ele disse que a ordem partiu de delegados da corporação e que o chefe da Lava Jato na PF, Igor Romário, admitiu que o grampo era ilegal.

O equipamento ficou em uma laje e escondido em um forro. As gravações eram baixadas a cada 24 horas e entregues ao delegado da PF.

O agente disse não se lembrar do período em que realizou o grampo ilegal. A corregedoria da PF acredita que os arquivos foram enviados por 12 dias.

Além de Youssef, Nelma Kodama também foi alvo dos grampos ilegais. Carlos Alberto Pereira da Costa e Carlos Alexandre de Souza Rocha também tiveram suas conversas gravadas.

O próprio Alberto Youssef havia denunciado as gravações feitas pela Operação Lava Jato em sua cela. A defesa do doleiro afirmou que o grampo estava no local desde quando Fernandinho Beira-Mar esteve preso na carceragem da PF, em Curitiba. Na época, a PF negou, mas o agente admitiu que a prática de grampos ilegais com Beira-Mar.

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