Elise Matsunaga
Divulgação - 30/05/2022
Elise Matsunaga

Após ter a sua  liberdade condicional concedida pela Justiça nesta segunda-feira (30), Elize Matsunaga afirmou acreditar que o seu marido, Marcos Matsunaga, já a perdoou pelo crime cometido. Ela foi condenada por matar e esquartejar o cônjuge.

Em vídeo divulgado pelo advogado Luciano de Freitas Santoro, repesentante de Elize, ela destacou que não pode mais consertar o que aconteceu, mas que está muito feliz com esse novo momento.

“Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance. Infelizmente, o Marcos não. Mas acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso todas as vezes em minhas orações", ressaltou.

Elize completou agradecendo pelo apoio das pessoas que a comprrendem, como advogados, familiares e amigos.

Condenada a 16 anos e três meses de prisão, a ex-garota de programa teve a liberdade condicional decretada às 17h35 desta segunda-feira. Na penitenciária, ela trabalhou no regime semiaberto para diminuir a pena.

Amante
O assassinato de Marcos Matsunaga é um dos mais emblemáticos do Brasil. Elize havia descoberto que ele tinha outra mulher como amante depois de contratar um detetive particular para espioná-lo. No jantar do dia 19 de maio de 2012, um sábado, ela resolveu confrontá-lo.

O empresário ficou indignado com o fato de ela ter contratado um investigador por R$ 8 mil usando o dinheiro dele e deu uma bofetada no rosto da mulher.

Depois de ouvir a ameaça de que seria internada em um hospício e ficaria sem a filha, Elize pegou uma pistola e deu um tiro na cabeça do marido na sala da cobertura duplex em que moravam na Vila Leopoldina, em São Paulo.

Na manhã seguinte, ela levou o corpo para o quarto de hóspedes, esquartejou em sete pedaços usando uma faca de cozinha. Começou o desmembramento pelos joelhos e terminou decepando a cabeça.

Em seguida, distribuiu as partes em três malas de viagem. Pegou o carro e jogou os membros na mata do município de Cotia, Região Metropolitana de São Paulo.

"Em nenhum momento, em nenhum dia, isso se apaga da minha cabeça. Já cheguei a sonhar com a cabeça dele empapada de sangue falando comigo", disse Elize em depoimento a um documentário.


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