Moradora de condomínio recebeu reclamação por fantasia usada no Carnaval
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Moradora de condomínio recebeu reclamação por fantasia usada no Carnaval

A fantasia que rendeu reclamações em plena madrugada a uma moradora de um condomínio em Uberlândia, Minas Gerais, era composta por um biquíni hot pant preto, pochete e muito brilho. Amante do Carnaval e sentindo-se livre para vestir o que quiser durante a folia, Bruna Nery, de 27 anos, conta que se inspirou nas cantoras Ludmilla e Anitta para montar o look. O que ela não esperava, era que receberia mensagens da síndica do prédio à 1h45 alegando que seu traje era “um problema muito sério”.

De acordo com Bruna, que também é cantora, ela se inspirou nas artistas porque é fã e curtiu as fantasias que ambas divulgaram nas redes sociais. Juntando o estilo das duas, a condômina reaproveitou peças que tinha em casa para ir a uma festa trajada. Mas, ao acordar no dia seguinte ao evento, ela se sentiu julgada moralmente pela forma como a síndica do prédio a tratou.

— Eu já me fantasiei para o Carnaval várias vezes, já saí e transitei no meu antigo condomínio com look parecido e nunca foi problema. Eu escolhi essas roupas porque eu sou cantora pop e levo a Anitta, a Pabllo Vittar e a Ludmila como minhas referências máximas na música aqui no Brasil. Mas, nessa situação do prédio, eu me senti julgada moralmente, acuada e triste — relata a jovem, que nunca passou por uma situação semelhante tanto ali, onde mora há cerca de um mês, quanto em qualquer outro lugar.

Bruna foi vista fantasiada no elevador por volta da meia-noite do último dia 26, através das câmeras do prédio. Em uma postagem no Twitter, feita como forma de desabafo, a jovem compartilhou a mensagem da síndica, que alegava que o “prédio é muito sério e tem regras rígidas”. A mulher escreveu ainda que a roupa de Bruna deixaria uma família com filhos “desconcertada”.

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A postagem com o desabafo repercutiu e ultrapassou 95 mil curtidas. Na rede social, Bruna percebeu que a maioria dos internautas a apoiou, dizendo que o que aconteceu com ela foi um "absurdo".

— Meu questionamento no Twitter foi em relação ao horário da ligação pra ela falar uma coisa dessa que, segundo ela, era urgente, mas que era totalmente possível ser conversado de outra forma, de uma forma menos invasiva, mais educada, no dia seguinte.

A respeito do pedido para não andar nas áreas do prédio usando maiô, a jovem disse que não se importa em cumprir com a solicitação, e que não procurou saber sobre as regras do condomínio. Desde o ocorrido, a síndica não a procurou mais.

— Eu não fui atrás de ver as regras do prédio, eu só respeitei, falei que não faço mais e depois disso ela não falou mais comigo. Não pretendo parar de usar, mas se no prédio não pode, ok. Da próxima vez que eu for usar esse tipo de vestimenta, eu ponho um roupão, um casaco, não vejo problema. Eu só realmente não sabia — pontuou a jovem.

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