Vídeo mostra congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca
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Vídeo mostra congolês sendo espancado em quiosque na Barra da Tijuca

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai pedir que a polícia abra uma investigação para apurar quem vazou o vídeo que mostra o espancamento e morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, assassinado na noite do dia 24 de janeiro, nas dependências do quiosque Tropicália, no Posto 8, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

A decisão foi anunciada, nesta quinta-feira após uma reunião entre o Procurador-Geral de Justica Luciano Oliveira Mattos de Souza, o promotor Alexandre Murilo Graça, responsável por acompanhar o inquérito da Polícia Civil que apura o crime, familiares da vítima, além de promotores e representantes da área de direitos humanos .

O pedido para apurar o vazamento foi motivada por uma reclamação de parentes de Moïse que disseram ter sabido da existência do vídeo que flagrou a morte de Moïse apenas pela imprensa. O encontro ocorreu no prédiodan Procudoria-Geral de Justiça, no Centro do Rio.

Durante a reunião, a família do congolês também foi informada que a íntegra do vídeo já está à disposição da Justiça. Alexandre Murilo Graça disse ter pedido para polícia diligências complementares que deverão ser cumpridas num prazo de 30 dias. O promotor não adiantou o que foi solicitado para ser apurado nos autos que estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital. Mas, deixou claro que trata-se de possíveis outros crimes que aparecem nas imagens da execução de Moïse.

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— O inquérito já veio ao Ministério Público. Ele já tinho ido ao plantão judiciário quando a prisão de três indiciados foi pedida. A gente pediu a complementação de diligências. Nós temos um prazo porque existem pessoas presas e indiciadas pelo crime. Então, além daquilo que está na portaria do delegado, nós pedimos outras diligências complementares. Isso envolve o homicídio e todos os fatos correlatos no homicídio. Não posso adiantar o que será feito para não atrapalhar a investigação — disse o promotor Alexandre Murilo Graça.

Três suspeitos que aparecem no vídeo espancando Moïse já estão presos. Um deles teria dito ao prestar depoimento que prestava serviços no quiosque Biruta, vizinho ao Tropicália. Os presos negaram que o assassinato tivesse motivação racista e disseram que as agressões começaram após o congolês ter aberto uma geladeira do quiosque Tropicália pegar cervejas.

Já a família de Moïse alega que ele foi morto após cobrar uma dívida de R$ 200 por dias trabalhados no quiosque. O dono do Tropicália prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital e identificou os agressores de Moïse por apelidos. Ele entregou imagens de uma câmera do estabelecimento para os investigadores e negou qualquer dívida do quiosque com Moïse.

As imagens mostram o a vítima sendo espacanda com mais de 30 pauladas, socos e chutes. O congolês tambêm levou um golpe conhecido cimo mata-leão desferido por um dos seus agressores.

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