Congolês morto no Rio pediu para não o matarem durante agressões
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Congolês morto no Rio pediu para não o matarem durante agressões

Dois policiais militares do 31º BPM (Recreio), que atenderam à ocorrência do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 25 anos, contaram em depoimento na Delegacia de Homicídios da Barra (DHC), que testemunhas relataram "que dois homens perseguiram a vítima que fugia correndo pela areia, quando na subida do quiosque Tropicália, o mesmo foi alcançado, onde apanhou com um porrete, e a vítima gritava, pedindo para não o matarem".

O rapaz foi morto na última terça-feira no quiosque Tropicália, no posto 8 da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde trabalhava como atendente. Segundo o cabo Leandro de Oliveira Vigaldi e o soldado Cleiton Lamonica Senra, o crime teria ocorrido por volta de 21h30m. Mas eles só souberam do caso às 23h20m, durante patrulhamento de rotina, quando viram uma ambulância parada na Avenida Lúcio Costa, em frente ao local do assassinato. Por hora, a Polícia Civil identificou as características físicas de ao menos dois autores.

Entre os envolvidos, dois são homens de cor parda, de acordo com a análise das características feitas com ajuda de vídeos: um deles tem idade de 35 ou 36 anos, cabelo preto cortado a máquina, é magro, apresentava cavanhaque, altura em torno de 1,63m e vestia short e camiseta preta. O outro tem 24 ou 25 anos, aproximadamente, cabelo também preto cortado a máquina, usava bermuda, é magro e mais baixo que o primeiro.

No depoimento dos PMs, eles contaram que "no dia 24/01/2022, segunda-feira, por volta das 23h20min, quando em patrulhamento de rotina, avistaram uma ambulância parada em frente ao Quiosque Tropicália, prestando socorro a uma pessoa, quando pararam para verificar o que estava acontecendo, ocasião em que foram informados pelo CBMERJ, que a vítima a princípio havia sido agredida por indivíduos, e que estavam tentando ressuscitá-lo, porém, sem êxito, sendo então constatado óbito pelo médico do SAMU no local", diz trecho do documento, que segue:

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"Os policiais militares foram informados por um funcionário do quiosque, que, por volta das 21h15min, dois indivíduos agrediram a vítima e se evadiram". Segundo parentes, Moïse pretendia tentar cobrar pagamentos atrasados pelo trabalho no quiosque quando acabou assassinado.

Segundo o relatório da Civil, assim que os militares informaram a morte do congolês, uma equipe do Grupo Especial de Local de Crime (GELC), da instituição, foram até o local. Lá eles apuraram que “dois homens perseguiram a vítima que fugia correndo pela areia, quando na subida do quiosque Tropicália, o mesmo foi alcançado, onde apanhou com um porrete, e a vítima gritava, pedindo para não o matarem”.

De acordo com uma testemunha, um dos agressores, "o mais novo, deu um golpe, uma chave de perna no pescoço da vítima, o imobilizando, enquanto o outro homem, batia com um pedaço de madeira nas costas da vítima", destacou o homem. Ainda segundo ele, "o fato se deu por cerca de 8 a 10 minutos, até que um carro deu uma "meia parada", em frente ao local do fato, momento em que largaram a vítima e atravessaram a Av. Lúcio Costa, se evadiram no sentido da Alvorada".

De acordo com o delegado Leandro Costa, responsável pela investigação do caso, "as imagens são nítidas". No entanto, ele não passou detalhes do caso. A DHC enviou um ofício à embaixada da República Democrática do Congo em que afirma estar investigando a morte do rapaz com rigor.

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